
As Dark Patterns são práticas antiéticas de design de interface que manipulam as decisões da pessoa usuária, impedindo a plena autonomia dela. Elas podem ser incompatíveis com tecnologias assistivas ou dificultar o seu uso, porque frequentemente incentivam a falta de clareza visual e/ou cognitiva, ou indução enganosa de decisões.
Essas práticas podem criar barreiras de acessibilidade e dificultar a navegação de pessoas com deficiência. Compreender essas práticas ajuda empresas a reduzir barreiras digitais, riscos de conformidade e perdas de conversão. Em resumo, o artigo se embasa nos seguintes itens:
Uma jornada sem fricção digital é essencial para um bom desempenho na internet. Você aprenderá como essas práticas afetam a acessibilidade, experiência e conformidade legal.
O termo Dark Patterns (padrões enganosos) foi criado em 2010 pelo pesquisador Harry Brignull. Assim, o conceito se refere a interfaces projetadas para enganar indivíduos. Tal ponto crítico dos sites pode afetar enormemente a navegação do público, conduzindo-os a cometer erros ou ações mal pensadas.
No princípio do UX (User Experience ou Experiência do Usuário), o objetivo é facilitar a interação entre pessoas e interfaces digitais com: simplicidade, menor esforço para alcançar informação e promoção da aprendizagem durante o uso.
Em outras palavras, o produto digital deve ser suficientemente intuitivo para que a pessoa usuária aprenda durante a interação digital. Assim, esses pontos não combinam em nada com as chamadas Dark Patterns.
Dark Patterns podem impedir que pessoas com deficiência utilizem recursos essenciais de um site, criando barreiras de acessibilidade. São exemplos:
Como essas práticas influenciam negativamente a navegação de pessoas com deficiência, é indispensável mencionar leis que exijam acessibilidade digital.
As Dark Patterns são um entrave para a livre navegação. Portanto, esse tema tem uma intersecção com diversos textos legais e padrões internacionais que exigem inclusão no mundo online.
A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) é um exemplo. O artigo 63 exige acessibilidade em sites. Esta exigência pode entrar em conflito com práticas de Dark Patterns, podendo configurar infração dependendo do caso. Já o e-MAG e a WCAG 2.2 apresentam aspectos diretamente violados por esses pontos negativos.
Confira as características e os códigos da WCAG que podem ser afetados:
A própria LGPD (Lei 13.709/2018) pode ser interpretada como violada quando práticas de design manipulam o consentimento, contrariando o princípio da transparência. Evitar esse contexto envolve uma auditoria que engloba etapas como:
Um site sem Dark Patterns combina acessibilidade com empatia. É se colocar no lugar da pessoa usuária para apresentar um uso mais fácil e objetivo, sem barreiras ou necessidade de se fazer muito esforço.
As Dark Patterns, por exemplo, violam o critério “contraste mínimo” da WCAG. Na prática, botões de baixo contraste como o confirm-shaming violam diretamente esse critério.
O FAQ abaixo apresentará os principais conceitos desenvolvidos no decorrer do texto para facilitar a assimilação do seu conhecimento.
São práticas de design em interfaces digitais criadas para manipular ou enganar pessoas usuárias, induzindo decisões que elas talvez não tomariam de forma consciente. Essas estratégias comprometem a transparência e a experiência de uso.
Elas prejudicam a acessibilidade porque dificultam a navegação, confundem a compreensão e podem ser incompatíveis com tecnologias assistivas ou dificultar seu uso. Isso cria barreiras para pessoas com deficiência visual, motora, cognitiva ou intelectual.
Eles podem impedir a navegação correta quando não possuem foco adequado, rótulos claros ou estrutura compatível com leitores de tela. Isso dificulta ou até inviabiliza o uso por pessoas cegas.
Sim. Elementos como urgência artificial, linguagem confusa e fluxos complexos aumentam a carga cognitiva, prejudicando pessoas com condições como TDAH, dislexia ou transtorno do espectro autista (TEA).
Sim. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) exige acessibilidade em ambientes digitais, e práticas enganosas podem configurar infração. Além disso, a LGPD pode ser violada quando há manipulação no consentimento de dados, como em banners de cookies.
Eles podem afetar ou, em alguns casos, violar critérios das diretrizes WCAG, como:
Para evitar essas práticas, é importante:
Sim. Um site acessível e transparente aumenta a confiança, melhora a experiência e reduz abandono, o que pode impactar positivamente métricas como conversão e retenção.

O Design acessível e o design honesto precisam estar alinhados. Evitar práticas de Dark Pattern é uma escolha justa e que prioriza a conformidade.
A Perto Digital é referência em acessibilidade digital: o mais completo ecossistema de soluções inovadoras para minimizar atritos em sites. Para a Perto Digital, a implementação de uma navegação mais satisfatória é uma questão ética.
Enquanto o Plugin Perto oferece recursos de acessibilidade que ajudam a reduzir barreiras de navegação, o Texto Acessível Perto traz clareza e a Sessão Mapeada Perto ajuda a identificar pontos de atrito na navegação. Essas iniciativas podem contribuir para uma experiência mais acessível e para a redução de barreiras digitais.
Esse conjunto de produtos integrados e complementares auxilia negócios a apresentar jornadas digitais inclusivas para pessoas com e sem deficiência. Uma experiência acessível pode reduzir o abandono de navegação e ampliar o alcance do site. Isso é um dos fatores que contribui para aumentar conversões e gerar impacto social.
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