UX Writing acessível: como guiar pessoas sem barreiras

Felipe Gruetzmacher
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Textos difíceis de navegar aumentam abandono de páginas, reduzem conversão e criam barreiras para pessoas com deficiência. A UX Writing acessível (escrita voltada para a experiência do usuário) reduz esse atrito e melhora a experiência em sites, aplicativos e conteúdos digitais.

Essa prática pode ampliar engajamento, compreensão e permanência na página. Práticas de UX Writing acessível podem ser aplicadas em formulários, páginas de checkout, aplicativos, redes sociais e fluxos de navegação digital. 

Esse tipo de escrita acessível reduz barreiras de navegação. Os principais tópicos sobre o tema serão desenvolvidos abaixo:

  • Qual é o papel da acessibilidade digital na UX Writing?

  • Como escrever textos acessíveis para sites e aplicativos?

  • Como validar se um UX Writing está acessível? 

Uma escrita que consegue atrair a atenção do público facilita que sua empresa se posicione no mercado. A comunicação influencia diretamente a compreensão, a conversão e a autonomia na navegação. A seguir, entenda como a acessibilidade digital se integra ao UX Writing na prática.

Neste Artigo:

Qual é o papel da acessibilidade digital na UX Writing?

UX Writing acessível é a prática de criar textos digitais claros, compreensíveis e navegáveis para pessoas com diferentes condições de leitura, navegação e interação. 

A acessibilidade influencia diretamente a compreensão, a navegação e a autonomia em experiências digitais. Afinal, em termos gerais, o acesso à informação, lugar, produto e serviço deve ser proporcionado de forma simples e autônoma. Esse princípio também vale para a criação de conteúdo digital.

Uma estratégia de UX Writing acessível amplia a autonomia e a independência do público.

Essa abordagem beneficia diferentes perfis, incluindo pessoas com:

  • Deficiência motora, como esclerose múltipla, distrofia muscular, paralisia cerebral, tetraplegia, artrite e Parkinson;

  • Deficiência visual, como patologias oculares, cegueira, baixa visão e daltonismo;

  • Deficiência de fala, como pessoas mudas ou em tratamento para voltar a falar. Elas podem usar a língua de sinais;

  • Deficiência auditiva, que envolve perda total ou parcial da audição.

As barreiras de leitura impactam diferentes perfis de pessoas e influenciam diretamente a experiência digital. 

Por isso, empresas precisam adaptar conteúdos e navegação para diferentes perfis de pessoas e seguir diretrizes reconhecidas de acessibilidade digital, como a WCAG 2.2 e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).

Como escrever textos acessíveis para sites e aplicativos?

Mensagens ambíguas, botões genéricos e imagens sem descrição dificultam a navegação para milhões de pessoas. Algumas práticas ajudam a reduzir essas barreiras no conteúdo digital, como:

  • O uso de emojis: Leitores de tela geralmente interpretam emojis, mas a leitura pode variar conforme o sistema, idioma e tecnologia assistiva utilizada. Portanto, tenha certeza de que a ausência do emoji não prejudicará o entendimento. Outra dica é priorizar emojis mais comuns que expressam melhor a emoção. Evite repetir emojis em excesso, pois leitores de tela anunciam cada um deles, o que pode prejudicar a fluidez. Prefira emojis neutros quando possível, evitando variações que possam adicionar informações desnecessárias na leitura por leitores de tela, como a indicação de tom de pele em contextos onde isso não é relevante.
    Não utilize pontuações para criar emoticons, pois alguns leitores de tela podem ler somente pontuação. Todos esses pontos impactam a interpretação das pessoas cegas e com baixa visão;

  • Criação de áreas maiores de cliques em links e botões: botões maiores auxiliam pessoas com dificuldades em clicar. Assim, elas podem navegar em conteúdos específicos com mais facilidade. Prefira links com textos descritivos (em vez de palavras genéricas), pois isso melhora a compreensão, especialmente para pessoas usuárias de leitores de tela. Links e botões não podem parecer apenas textos. Evite expressões como ‘clique aqui’ ou ‘abaixo’, pois elas dependem de contexto visual e dificultam a navegação por leitores de tela;

  • Uso de textos alternativos em imagens: o conteúdo “não textual” relevante para o entendimento deve conter uma descrição alternativa em texto (alt text). A imagem deve ser descrita de maneira resumida e com precisão. Evite redundâncias como ‘imagem de’ quando o leitor de tela já anuncia o elemento, a menos que isso agregue clareza ao contexto. Descreva as imagens quando elas têm uma chamada para ação. Quando a imagem funciona como link ou botão, o texto alternativo deve descrever sua função (ex: ‘Comprar produto X’);

  • Fornecimento de legendas, interpretação em língua de sinais e/ou transcrição para ferramentas multimídia: certa parcela de pessoas surdas somente se comunicam por língua de sinais. Por isso, os conteúdos em vídeo podem incluir interpretação em língua de sinais. Para textos, o foco deve ser clareza e linguagem simples. O caso de vídeos e áudios requer legendas, transcrições de sons ambientes e descrições de conteúdos visuais e de efeitos sonoros, se tiverem relevância para o entendimento;

  • Uma promoção publicada apenas como banner pode não ser compreendida por pessoas que utilizam leitores de tela. Sem alternativa textual, informações importantes deixam de ser acessíveis. Quando necessário, forneça alternativa textual equivalente: textos em imagens não são identificados por leitores de tela. São aceitáveis somente nos casos de imagens decorativas;

  • Uma pessoa surda pode preferir atendimento por WhatsApp em vez de ligação telefônica. Já uma pessoa com deficiência motora pode depender de canais compatíveis com navegação por teclado. Um negócio deve conversar com pessoas nos mais diversos meios de contato. Essa variabilidade de recursos respeita às condições e contextos;

  • Não use apenas cor ou negrito para destacar: nem sempre leitores de tela transmitem ênfases visuais como cor ou negrito, por isso o destaque também deve ser feito no conteúdo textual. Além disso, a mudança de cor pode não ser notada pela pessoa com daltonismo. A ênfase no texto pode ser apresentada com expressões como “vale lembrar que” e “importante”.

Após a aplicação dessas práticas, é fundamental avaliar se a comunicação está, de fato, acessível.

Como validar se um UX Writing está acessível?

Algumas ações práticas permitem validar se a comunicação está acessível, como:

  • Usar leitores de tela;

  • Testar com recursos de acessibilidade do celular, como leitores de tela e ajustes de contraste;

  • Utilizar seu site somente com atalhos do teclado;

  • Conversar com pessoas com deficiência para encontrar alguma limitação de acessibilidade.

Testes frequentes e feedbacks de pessoas com deficiência ajudam a identificar barreiras na comunicação. Essa análise contínua melhora experiência, navegação e conversão.

Resumo: por que a acessibilidade traz vantagens para o UX Writing?

A síntese abaixo formada por perguntas e respostas traz um aprofundamento do texto.

O que é UX Writing para acessibilidade?

UX Writing acessível é a prática de criar textos digitais claros e compreensíveis para pessoas com diferentes condições de navegação e leitura. Ela reduz barreiras de navegação, melhora a compreensão e amplia o alcance do conteúdo digital.

Quais pessoas são beneficiadas pelo UX Writing acessível?

UX Writing acessível beneficia pessoas com deficiência visual, auditiva, motora, cognitiva ou dificuldades temporárias de navegação.

Como validar se o UX Writing está acessível?

A validação pode ser feita por meio de:

  • Uso de leitores de tela;

  • Navegação apenas com teclado;

  • Testes em modos de acessibilidade;

  • Feedback de pessoas com deficiência.

UX Writing acessível melhora resultados de negócio?

Sim. Conteúdos acessíveis ampliam o público, melhoram a experiência da pessoa usuária e aumentam as chances de conversão, contribuindo diretamente para melhores resultados comerciais.

Conclusão:

Uma UX Writing acessível exige diferentes estratégias para ser a mais acessível possível. Diante desse contexto, soluções incompletas não geram um resultado suficiente para atender as demandas do negócio. A Perto Digital se preocupa com isso e possui soluções como Texto Acessível Perto, Libras Perto e Texto em Fala Perto que ajudam empresas a reduzir barreiras de leitura e navegação.

Essas soluções ajudam empresas a adaptar conteúdos e navegação para diferentes perfis de pessoas usuárias. Recursos com IA podem acelerar geração de descrições, adaptação textual e validação de acessibilidade em conteúdos digitais. Essa tecnologia auxilia empresas a reduzir abandono de páginas e corrigir barreiras de navegação com mais rapidez.

Empresas que tratam acessibilidade como parte da experiência digital reduzem barreiras de navegação, ampliam alcance e fortalecem conformidade com WCAG 2.2 e LBI.  Converse agora com a equipe da Perto Digital e conheça na prática como os diferenciais da acessibilidade podem otimizar seu UX Writing.

Felipe Gruetzmacher

Felipe Emilio Gruetzmacher é um homem autista que atua como redator da Perto Digital, diretor de produção textual da diverSCInnova, copywriter da Editora Simulacro e blogueiro do site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Nacionais). Acredita no potencial da tecnologia em transformar a experiência digital e promover a inclusão das pessoas com deficiência.
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