Qual é a relação entre o código de ética e conduta profissional da Sociedade Brasileira de Computação e a acessibilidade digital?

Felipe Gruetzmacher
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Com este artigo da Perto Digital, você vai entender a definição de “código de ética” e os deveres dos profissionais da computação. Explorar as conexões entre inclusão e as rotinas laborais dessa categoria é fundamental. 

Com o posicionamento da pauta das pessoas com deficiência no universo tech, avanços sociais serão incorporados aos modelos de negócios. Dessa maneira, o texto explora os seguintes eixos de abordagem:

  • O que é um código de ética?

  • Qual a relação entre ética e acessibilidade digital?

  • Quais são as vantagens de se incorporar o código de ética no dia a dia dos times de programação?

A seguir, esses eixos de abordagem serão melhor detalhados. Acompanhe o artigo e conheça mais sobre inclusão no universo tech.

Neste Artigo:

O que é um código de ética?

Um código de ética é definido como um compromisso de uma categoria profissional que estabelece direitos/deveres éticos para o grupo, sendo de cumprimento voluntário ou por adesão à sociedade profissional.

A aplicação do saber técnico no cotidiano profissional deve seguir uma ética específica. As organizações, empresas, startups e demais instituições precisam obedecer a leis e regulamentos. Nesse contexto, a atuação é influenciada pelo código de ética seguido pelos profissionais da computação. Surge então uma questão relevante: é possível conciliar desempenho, resultados econômicos e justiça?

O lucro empresarial deve estar alinhado à acessibilidade e ao cumprimento de normas. Dessa forma, o impacto social tende a ser positivo, mesmo quando o negócio não tem um propósito de transformação social. Startups e modelos de negócios tradicionais também podem gerar melhorias ao incorporar a acessibilidade digital em seus produtos.

Leia também: Por que seu negócio precisa focar em corrigir erros de acessibilidade?

Qual a relação entre ética e acessibilidade digital?

O conselho da sociedade brasileiro de computação, em sessão virtual de 28 de fevereiro de 2024, resolve aprovar a versão atualizada do código de ética e conduta profissional da sociedade brasileira de computação.

O código inclui princípios formulados como declarações de responsabilidades tendo o bem público como base fundamental. Ser guiado por este documento gera vantagens para o profissional como:

  • Fornece um norte para a atuação dele;

  • Agrega credibilidade;

  • Conquista confiabilidade do mercado e do empregador;

  • Aproxima pessoas candidatas de melhores oportunidades profissionais;

  • Estabelece deveres, apoiando a separação entre bons e maus profissionais.


Ele é parte constituinte da atuação laboral! Neste mesmo documento, dois dos princípios éticos gerais que resumem a conexão entre profissionais tech e acessibilidade são:

  • 1.1: Contribuir para a sociedade e para o bem-estar humano, reconhecendo que todas as pessoas são partes interessadas na Computação;


  • 1.4. Ser justo e adotar ações não discriminatórias;

O primeiro item citado inclui a necessidade do profissional em respeitar e promover direitos humanos fundamentais e a proteção da autonomia das pessoas. Além disso, os profissionais devem levar em conta se as ações deles respeitam a diversidade e se são direcionados para finalidades socialmente responsáveis. 

Todos os resultados do trabalho devem ser acessíveis ao público. Já o segundo item é regido por valores como  igualdade, tolerância, respeito ao próximo e justiça. Nesse caso, na prática, isso significa promover a participação justa de todas as pessoas, incluindo aquelas de grupos sub-representados.

Dessa forma, é possível interpretar que o princípio de justiça e de não discriminação implica que tecnologias desenvolvidas sejam acessíveis a pessoas com deficiência. A falha em projetar para a inclusão e a acessibilidade pode ser interpretada como uma discriminação injusta.

No desenvolvimento de sites, por exemplo, os recursos inclusivos devem estar presentes desde a concepção, evitando retrabalho e falhas de projeto. A abordagem Shift Left favorece essa construção desde o início.

A pauta da pessoa com deficiência interessa a todos os públicos. Ainda, segundo a interpretação, a pauta está bem alinhada com o elevado espírito público do código de ética. Sites devem atender às necessidades de cada pessoa, independentemente da condição ou deficiência. 

Quando a pessoa programadora segue princípios éticos, sua entrega ganha qualidade. O profissional, então, conquistará uma maior confiança dos consumidores, empregador, colegas de equipe e stakeholders. Todo o modelo de negócios entregará uma solução mais confiável e efetiva para o mercado.

Quais são as vantagens de se incorporar o código de ética no dia a dia dos times de programação?

Imagine uma pessoa programadora contratada para criar o site de uma padaria. Seguindo práticas de acessibilidade e possíveis interpretações do código, este site deve ter ferramentas para atender qualquer pessoa com deficiência. Como resultado da incorporação de boas práticas de negócio, a padaria ganhará maior presença virtual, relevância e um melhor posicionamento nos motores de busca, como o Google.

Um maior número de pessoas acessará o site, gerando um ciclo virtuoso de ganhos e performance econômica. Pessoas com deficiência poderão consumir e interagir com as funcionalidades do site sem grandes complicações.

Resumo: por que o código de ética é indispensável para a acessibilidade digital?

Abaixo, a lista de rápidas perguntas e respostas realiza uma síntese das informações mais importantes para aprofundar seus insights.

O que é um código de ética profissional?

É um compromisso voluntário de uma categoria que estabelece direitos e deveres éticos para orientar a atuação dos profissionais.

Por que o código de ética importa para profissionais de computação?

Porque fornece direção ética, fortalece credibilidade, aumenta a confiança do mercado e diferencia profissionais pela conduta.

Qual a relação entre o código da SBC e a acessibilidade digital?

A relação decorre da interpretação dos princípios gerais, como contribuição ao bem-estar humano e justiça sem discriminação.

Quais princípios do código se conectam à inclusão?

O 1.1 (bem-estar humano, direitos humanos e diversidade) e o 1.4 (justiça e ações não discriminatórias, incluindo deficiência).

O que essa interpretação sugere sobre acessibilidade digital?

Que criar tecnologias acessíveis pode ser uma forma de atender aos princípios éticos de justiça e não discriminação.

Como isso se aplica ao desenvolvimento de sites e produtos digitais?

Times podem incorporar recursos acessíveis desde a concepção para evitar discriminação e retrabalho, alinhando-se aos princípios éticos.

Quais benefícios profissionais surgem ao aplicar o código e boas práticas de acessibilidade?

Maior qualidade do trabalho, impacto social positivo, confiança das pessoas usuárias e empregadores.

Por que a acessibilidade é apresentada como tema relevante para todos os públicos e o código de ética?

Porque está alinhada ao espírito público do código e ao compromisso ético com todas as pessoas, independentemente de condição ou deficiência.

Conclusão:

O código de ética e conduta profissional da Sociedade Brasileira de Computação pode ser interpretado como um norte para a entrega de boas soluções em acessibilidade digital.

Quando a computação considera impacto humano, ela se aproxima dos princípios de justiça e não discriminação.

Aliás, a inclusão não é apenas questão de mercado: envolve bem-estar social. O ecossistema Perto oferece a mais completa união de soluções digitais inclusivas. Cada ferramenta dessas foi pensada para proporcionar uma jornada sem barreiras a qualquer pessoa usuária.  

A Perto Digital, referência em inteligência artificial pioneira aplicada a Internet acessível, pode agregar uma incrível competitividade ao seu negócio.

Converse com nossa equipe e participe dessa mudança no mercado que alinha ética, justiça, propósito e lucro!

Felipe Gruetzmacher

Felipe Emilio Gruetzmacher é um homem autista que atua como redator da Perto Digital, diretor de produção textual da diverSCInnova, copywriter da Editora Simulacro e blogueiro do site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Nacionais). Acredita no potencial da tecnologia em transformar a experiência digital e promover a inclusão das pessoas com deficiência.
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