Acessibilidade em Ambientes de Intranet e Ferramentas Corporativas: A Inclusão no Local de Trabalho

Felipe Gruetzmacher
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Recursos acessíveis devem integrar o ecossistema digital de qualquer empresa, especialmente na Intranet, sistema interno que conecta profissionais. A igualdade de acesso precisa estar presente tanto interna quanto externamente. Por isso, este texto aborda cinco eixos principais: 

  • O que é a intranet?

  • Por que investir em acessibilidade digital nas intranets corporativas?

  • Quais os impactos de uma intranet inacessível na produtividade e cultura organizacional?

  • Onde a acessibilidade deve ser aplicada na intranet?

  • Como a intranet pode gerar ROI (Retorno sobre Investimento)?

A partir desses cinco tópicos principais, a Perto Digital espera auxiliar você a aprofundar seus conhecimentos sobre esses temas. Leia nosso texto para aplicar esses poderosos insights no seu caso empresarial.

Neste Artigo:

O que é a intranet?

O termo diz respeito a uma rede de computadores de uso exclusivo de um local. Essa rede somente pode ser acessada por times internamente. A intranet é também conhecida como “portal corporativo”, "sistema de comunicação interna” ou “rede corporativa interna”.

  Em palavras mais simples, a intranet funciona como um canal digital que concentra os serviços e comunicações que uma empresa oferece aos seus times. De modo geral, o acesso só é permitido por meio de senhas exclusivas e identificação. Algumas das principais funcionalidades da intranet são: 

  • Mensagens das lideranças;

  • Notícias sobre a empresa;

  • Informações sobre Previdência Privada, Plano de Saúde e demais benefícios;

  • Documentações importantes;

  • Espaços interativos para campanhas internas;

  • Telefones úteis e contatos dos setores da empresa;

  • Redes sociais corporativas.

Agora que entendemos o que é uma intranet, vale destacar por que ela deve ser pensada de forma acessível.

Por que investir em acessibilidade digital nas intranets corporativas?

Sistemas internos acessíveis trazem benefícios diretos para as equipes. Eles centralizam informações, estimulam sinergia entre áreas e fortalecem a cultura organizacional.

Mais que uma vantagem técnica, a acessibilidade é um pilar humano. Ela permite que profissionais com deficiência participem plenamente da rotina digital e da cocriação de soluções. Nem todas as empresas compreendem esse valor. Mas o que acontece quando a acessibilidade é deixada de lado? 

Quais os impactos de uma intranet inacessível na produtividade e cultura organizacional?

Sem soluções acessíveis, não há igualdade de acesso à informação. Isso compromete a jornada digital das equipes e a compreensão das mensagens internas. 

A sinergia fica afetada, o que reduz a performance dos times. Essa interação digital negativa prejudica o fortalecimento da cultura organizacional. Assim, as pessoas acabam dependendo de soluções alternativas que consomem mais tempo. Outro efeito é o aumento da taxa de turnover ocasionado pela falta de sincronia. 

O trabalho das equipes de uma organização pode ter a carga de trabalho ampliada, já que as pessoas demandam de assistência extra. Essa consequência perversa se manifesta principalmente no dia a dia do RH. Como resultado, negócios podem perder talentos valiosos, o que afeta a inovação. Um portal interno acessível é bom para todas as pessoas, pois a comunicação interna fica otimizada.

É bom lembrar que plataformas acessíveis facilitam a implementação de tecnologias assistivas, como leitores de tela. Isso é mais um motivo para implementar a acessibilidade digital. Além disso, marcas inclusivas em todos os aspectos enfrentam menos atritos com a Lei Brasileira de Inclusão, Lei nº 13.146/2015.

Mesmo com tantos impactos, ainda é comum que as empresas deixem de lado práticas essenciais. A implementação de tecnologias assistivas na intranet costuma ser negligenciada por motivos que vão desde a falta de prioridade até percepções equivocadas de custo e impacto. Confira outros motivos: 

  • Falta de conhecimento técnico e priorização de outras funcionalidades; 

  • Foco somente no cliente externo. A acessibilidade costuma ser implementada em soluções para o consumidor final, o que prejudica os componentes internos da organização. Essa ênfase no cliente e não nos times e processos pode ocasionar turnover;

  • A implementação de uma rede interna inclusiva não gera aumento direto na receita, mesmo ampliando o engajamento. Por isso, é mais difícil encontrar uma justificativa para alocar investimentos nessa tecnologia;

  • Algumas vezes, equipes não realizam testes para validar recurso em função da pressa em corrigir falhas críticas;

  • Empresas que usam sistemas de design podem alimentar a crença equivocada de que os recursos da intranet já são acessíveis desde o começo. O contexto de cada produto é desconsiderado.

Depois de entender os riscos, o próximo passo é agir e aplicar a acessibilidade na intranet.

Onde a acessibilidade deve ser aplicada na intranet?

A regra prioritária é clara: pessoas com deficiência devem ter independência na navegação na intranet sem um intermediário. Em virtude disso, a acessibilidade deve estar em todos os detalhes do uso. Todas as pessoas colaboradoras devem poder acessar informações, independentemente de habilidades ou contextos. 

As principais medidas para a implementação de um ambiente corporativo acessível são:

  • Aspectos visuais: uso do texto alternativo (alt text) em gráficos, imagens e ícones para que leitores de tela possam descrevê-los às pessoas com deficiência visual. O contraste entre o texto e o fundo deve permitir a leitura com daltonismo ou baixa visão. A intranet deve oferecer opção de texto ampliado sem perder a formatação. Já os textos devem contar com espaços consistentes para facilitar a leitura;

  • Navegação e usabilidade: a intranet deve contar com layout responsivo, adaptável para diferentes dispositivos móveis e tamanhos de tela. Os links devem conter textos informativos. O conteúdo textual deve evitar formações que prejudiquem a legibilidade, como itálico excessivo ou justificado. Ele deve ter estruturas com informações claras e hierárquicas. Um bom uso de títulos, subtítulos e listas ajuda leitores de tela e simplificam o uso. A navegação por teclado deve mostrar claramente o elemento que está em foco na página (um botão ou um link, por exemplo). A intranet deve apresentar um layout e uma navegação consistentes;

  • Recursos multimídia e formulários: a intranet deve contar com legendas e transcrições para vídeos e áudios. Isso beneficia pessoas com deficiência auditiva.
    Os documentos disponíveis para downloads devem ser acessíveis, contando com estrutura de texto adequada e compatibilidade com leitores de tela. O sistema deve disponibilizar a navegação por teclado para pessoas usuárias com deficiência motora. A pessoa usuária deve ter controle sobre animações e carrosséis de conteúdo. Já os formulários devem contar com rótulos descritos para cada campo e mensagens de erros claras. Dessa forma, leitores de tela podem interpretá-los. Sistemas de gerenciamento, agenda e banco de dados devem seguir diretrizes de acessibilidade. Por último, as ferramentas de chat, compartilhamento de documentos e videoconferência devem ser acessíveis, com opções de configuração e atalhos de teclado.

Além dos ganhos humanos e culturais, há também resultados financeiros mensuráveis.

Como a intranet pode gerar ROI (Retorno sobre Investimento)?

O portal interno inclusivo agrega valor à marca empregadora. Ele entrega benefícios operacionais como:

  • Centralização de informações que agiliza o acesso pelas equipes;

  • Otimiza a comunicação, gerando ganho de tempo;

  • Auxilia as pessoas a entenderem metas de curto, médio e longo prazo, o que gera processos melhores;

  • Apoia times a interagir com a área do RH. Assim, a intranet oferece possibilidade de gerenciar benefícios internos e ampliar engajamento. Essa sincronia entre times reduz a taxa de turnover;

  • Economiza espaço no servidor da empresa;

  • Possibilita compartilhamento de arquivos para simplificar o trabalho colaborativo;

  • Reduz custos como o de viagem e de telefonia;

Já os benefícios estratégicos podem ser assim citados:

  • Promove integração entre pessoas e departamentos, pois reduz barreiras geográficas;

  • Auxilia na formação de grupos de trabalho interdisciplinares;

  • Agrega competitividade e inovação, pois permite livre fluxo de insights;

  • Acelera o desenvolvimento de soluções corporativas;

  • Reduz e/ou elimina erros em processos, porque informações gerenciais ficam melhor disponibilizadas;

A rede interna inclusiva pode gerar um Retorno sobre Investimento (ROI) quando agrega esses ganhos para a empresa. É um valor indireto somado aos resultados finais.

Resumo: o que a intranet acessível representa para os seus resultados empresariais?

O que é a intranet?

É uma rede digital interna da empresa que centraliza comunicações, documentos, benefícios e informações corporativas para pessoas colaboradoras.

Por que a intranet deve ser acessível?

Porque garante participação equitativa, diversidade e colaboração entre todas as pessoas, com e sem deficiência.

Quais são os impactos de uma intranet inacessível?

Ela reduz a produtividade, afeta a cultura organizacional e aumenta a sobrecarga das equipes de TI. Pode gerar perda de talentos e risco jurídico.

Onde aplicar a acessibilidade na intranet?

Em todo o sistema — desde textos e imagens até formulários, vídeos, navegação por teclado e integração com ferramentas corporativas.

Como uma intranet acessível gera ROI?

Ela otimiza a comunicação interna, reduz custos, melhora o engajamento e impulsiona a inovação e o desempenho geral da empresa.

Conclusão:

A Perto Digital, por exemplo, oferece o Plugin Perto com mais de 60 funcionalidades que atendem demandas pela acessibilidade em plataformas internas. São exemplos dessas ferramentas:

  • Navegação por teclado;

  • Criação de texto alternativo (alt text);

  • Destaque de contraste.

E muito mais! Além desse plugin, o ecossistema Perto oferece um conjunto de soluções baseadas em inteligência artificial para resolver todos os problemas de acessibilidade digital. Desenvolva a inovação inclusiva no seu empreendimento. 

Converse com nossa equipe técnica e incorpore diferenciais acessíveis à sua marca.

Felipe Gruetzmacher

Felipe Emilio Gruetzmacher é um homem autista que atua como redator da Perto Digital, diretor de produção textual da diverSCInnova, copywriter da Editora Simulacro e blogueiro do site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Nacionais). Acredita no potencial da tecnologia em transformar a experiência digital e promover a inclusão das pessoas com deficiência.
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