Simplicidade e Usabilidade: O que ferramentas de localização por som nos ensinam sobre design inclusivo

Felipe Gruetzmacher
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O blog da Perto Digital explora uma variedade de temas para informar a audiência sobre inovações e tecnologia acessível. Dessa vez, o assunto debatido no blog será a importância das ferramentas de localização por som com design inclusivo.  

Para tanto, o artigo explora os seguintes tópicos:

  • Qual é a definição de ferramentas de localização por som?

  • Quais são os ganhos trazidos pelas ferramentas de localização por som?

  • Quais lições sobre inovação podem ser aprendidas pela sua empresa a partir deste caso?

Você vai explorar insights estratégicos para entender as conexões entre acessibilidade, inovação e a causa da inclusão. Leia o artigo da Perto e sintonize seu negócio com a diversidade.

Neste Artigo:

Qual é a definição de ferramentas de localização por som?

Elas são tecnologias assistivas que utilizam áudio em 3D ou espacializado para ajudar pessoas com deficiência visual (baixa visão ou cegas) a entenderem o ambiente. Essa inovação transforma dados visuais e geográficos em dicas auditivas. Dessa forma, a pessoa usuária consegue imaginar o espaço e construir um “mapa mental” do local em que está. 

As soluções seguem princípios do design inclusivo. Esse atributo significa que o recurso serve para uma diversidade de pessoas, independentemente de idade, habilidade, situação ou condição (temporária ou permanente). 

A experiência de uso é satisfatória para o maior número de pessoas possível. Assim, alguns conceitos importantes do funcionamento desses itens são citados abaixo:

  • Áudio 3D/Espacial: simulam a localização natural do som. Com isso, o público usuário percebe a localização de um ponto específico. A solução tecnológica pode, por exemplo, identificar uma porta ou um obstáculo no cenário em que está. A ferramenta também acusa a localização. Ela cita se o ponto de interesse está à esquerda, à direita, à frente ou atrás. Cita também a distância;

  • Sensoriamento e Realidade Aumentada (RA): alguns recursos podem empregar conceitos de realidade aumentada sonora. Eles usam sensores ultrassônicos, câmeras ou GPS para mapear o cenário em tempo real e fornecer feedback sonoro. Assim, a tecnologia consegue identificar obstáculos e barreiras;

  • Substituição Sensorial: a ferramenta transforma informações visuais em estímulos auditivos ou táteis (como vibrações), auxiliando a percepção do ambiente.

O mercado oferece um conjunto de soluções alinhadas com esse funcionamento, como:

  • Soundscape (Microsoft): o aplicativo utiliza o áudio 3D para descrever pontos de interesse através do mapeamento do ambiente. É muito útil para pedestres, por exemplo;

  • BlindSquare: usa GPS para detalhar pontos de interesse e interseções;

  • Sistema de Navegação com “Smart Cane”: são bengalas inteligentes equipadas com sensores e câmeras. Elas enviam mensagens de áudio ou vibrações para orientar;

  • Mapas Táteis-Sonoros: dispositivos físicos que orientam a pessoa em ambientes internos com áudios;

  • Ferramenta de Eco-localização: um exemplo desse projeto seria o EchoVision. Alguns recursos utilizam feedback sonoro para permitir que pessoas façam cliques sonoros e recebam informações sobre o ambiente. Outros trabalham com sons emitidos pelo sistema, não pela pessoa usuária.

Conhecer o funcionamento dessas inovações é importante para saber como os recursos podem ser utilizados para a inclusão. Adiante, o texto vai apresentar algumas facilidades e ganhos destes itens citados acima. Você vai notar que muitas vantagens citadas fazem parte dos princípios do design inclusivo no som.

Quais são os ganhos trazidos pelas ferramentas de localização por som?

O design inclusivo se baseia no compromisso em criar experiências acolhedoras e acessíveis para o maior número de públicos. Os produtos citados acima entregam benefícios como:

  • Ampliação da autonomia: pessoas usuárias com deficiência visual podem caminhar por locais desconhecidos com máxima autonomia e segurança;

  • Quebra de barreiras: a tecnologia é projetada para não ser intrusiva. Dessa maneira, a pessoa pode combinar o recurso tecnológico com cão-guia ou bengala-branca;

  • Identificação do contexto: os recursos não apresentam apenas instrução de direção. Elas apoiam o entendimento do contexto de forma ampla. Elas podem, por exemplo, notificar que uma cafeteria está próxima;


Esta experiência de uso promove igualdade de acesso e o direito de ir e vir. A análise destas soluções permite extrair variados insights para o seu negócio. Afinal, a modelagem de um produto ou serviço precisa seguir boas práticas. Saiba quais são elas abaixo.

Quais lições sobre inovação podem ser aprendidas pela sua empresa a partir deste caso?

A lição mais importante é que sua solução deve resolver uma dor relevante para a pessoa usuária a partir de um uso simples. Cada aspecto da experiência conta muito para ser satisfatória, desde o início até o final. 

Por isso, cada ideação deve levar em conta fortemente o contexto do público-alvo e os modos de usar o seu produto ou serviço. Além disso, cocriar soluções de acordo com o design inclusivo é mutuamente benéfico para a pessoa e a marca. 

Sua solução conquista melhores resultados financeiros ao abarcar públicos maiores com usabilidade sob medida.

Resumo: O que aprendemos sobre ferramentas de localização por som?

Esta parte do texto vai retomar conceitos e definições apresentados ao longo do texto acima na forma de uma síntese formada por perguntas e respostas. Assim, a Perto colabora para aprofundar seus conhecimentos.

O que são ferramentas de localização por som?

São tecnologias assistivas que utilizam áudio 3D ou espacializado para ajudar pessoas com deficiência visual a compreenderem e se orientarem no ambiente.

Como funciona a localização por som na prática?

Essas inovações transformam informações visuais e geográficas em sinais auditivos, permitindo que a pessoa usuária construa um mapa mental do espaço.

O que é áudio 3D ou áudio espacializado?

É uma tecnologia que simula a posição real do som no espaço, indicando direção e distância de pontos de interesse ou obstáculos.

Qual a relação entre localização por som e design inclusivo?

As ferramentas seguem princípios do design inclusivo, pois atendem pessoas com diferentes habilidades, idades e contextos, sem limitar o uso a um único perfil.

Quais tecnologias são usadas nessas soluções?

Sensores, GPS, câmeras, realidade aumentada, áudio espacial e sistemas de substituição sensorial, como sons ou vibrações.

O que é substituição sensorial?

É a conversão de informações visuais em estímulos auditivos ou táteis, facilitando a percepção do ambiente por pessoas com deficiência visual.

Quais são exemplos de ferramentas de localização por som?

Soundscape, BlindSquare, bengalas inteligentes (Smart Cane), mapas táteis-sonoros e soluções de eco-localização como o EchoVision.

Quais benefícios essa tecnologia inclusiva oferece às pessoas usuárias?

Maior autonomia, segurança na locomoção, compreensão do contexto e redução de barreiras no deslocamento.

As ferramentas substituem a bengala ou o cão-guia?

Não. Elas são complementares e podem ser usadas junto a outros recursos de mobilidade, ampliando a experiência de orientação.

Como a localização por som promove inclusão?

Ao garantir igualdade de acesso, direito de ir e vir e experiências mais independentes para pessoas com deficiência visual.

O que empresas podem aprender com essas soluções?

Que inovação eficaz resolve dores reais com simplicidade, foco na usabilidade e compreensão profunda do contexto da pessoa usuária.

Por que o design inclusivo gera valor para os negócios?

Porque amplia o público atendido, melhora a experiência de uso e gera resultados financeiros mais sustentáveis.

Qual é a principal lição sobre inovação inclusiva?

Criar soluções simples, úteis e acessíveis desde a concepção, considerando diferentes formas de interação e uso.

Conclusão:

A Perto Digital traz sempre os melhores conteúdos a respeito de acessibilidade tecnológica. Até porque a proposta de valor da Perto é oferecer o mais robusto e completo ecossistema de soluções para posicionar sites como os mais acessíveis possíveis. 

Todos os produtos Perto foram cocriados segundo princípios do design inclusivo, compromisso com impacto social e foco em tornar a navegação mais acolhedora possível. 

Dessa forma, seu empreendimento conquista melhor performance financeira e se posiciona como uma marca inclusiva e amiga do consumidor. Quer entregar uma jornada digital acessível para o seu mercado?

Converse com a Perto Digital e aprimore o modo como você acolhe e cuida dos seus clientes.

Felipe Gruetzmacher

Felipe Emilio Gruetzmacher é um homem autista que atua como redator da Perto Digital, diretor de produção textual da diverSCInnova, copywriter da Editora Simulacro e blogueiro do site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Nacionais). Acredita no potencial da tecnologia em transformar a experiência digital e promover a inclusão das pessoas com deficiência.
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