E-commerce de Moda e Acessibilidade: Como Descrever Cores e Texturas para Clientes Cegos

Felipe Gruetzmacher
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A ideia deste texto é apresentar dicas estratégicas para seu e-commerce descrever roupas para clientes cegos. Afinal, uma oferta bem apresentada pode gerar melhores conversões e estreitar o relacionamento entre sua marca e o consumidor final. 

Dessa forma, o artigo do blog da Perto vai detalhar a respeito dos seguintes itens:

  • Psicologia do cliente: o que leva um consumidor cego a comprar roupas de um e-commerce?

  • Quais são as boas práticas para descrever roupas em e-commerces?

Seu comércio eletrônico vai atingir um público ainda maior com esse diferencial. São informações fundamentais para embasar suas decisões empresariais e obter resultados. 

Leia também: Perto Digital e ABCOMM: Revolucionando a Acessibilidade Digital nos E-commerces Brasileiros.

A inclusão digital deve estar em cada detalhe do seu e-commerce. Acompanhe nossas linhas e aperfeiçoe seu jeito de empreender e de se comunicar.

Neste Artigo:

Psicologia do cliente: o que leva um consumidor cego a comprar roupas de um e-commerce?

O vestuário está associado com autocuidado, autoestima e preenche importantes necessidades psicológicas dos clientes. Algumas pessoas cegas, especialmente as com cegueira congênita, não possuem memória visual. 

Em virtude disso, e-commerces acessíveis tendem a construir relacionamentos mais duradouros com pessoas usuárias cegas. Além disso, o produto auxilia o cliente a comunicar uma mensagem e construir identidades. 

Seria o caso de um adolescente que veste uma camiseta de uma banda de rock para expressar um gosto musical. É mais um motivo para descrever corretamente a oferta para o público. 

A roupa pode ser percebida por diferentes dimensões sensoriais, especialmente o tato, a temperatura e o caimento do tecido. Diante desse cenário, há uma demanda para comunicar as características do vestuário numa linguagem acessível.

Quais são as boas práticas para descrever roupas em e-commerces?

A apresentação de um vestuário vai além de adicionar um texto alternativo. A descrição acessível traduz elementos visuais em informações verbais claras, podendo incluir referências sensoriais como textura e sensação térmica do tecido.

As cores podem ser associadas a emoções, sensações ou elementos naturais para facilitar a visualização mental. Confira esses exemplos:

  • Vermelho: intenso, cor de fogo, quente e apaixonante;

  • Preto: básico, sofisticado e denso;

  • Verde: fresco, sustentável, cor de folhas.

Em termos práticos, a descrição ficaria:

“Camisa azul clara, transmitindo elegância e sobriedade com um toque frio e profundo”. 

A descrição das texturas e tecidos deve seguir alguns princípios e estratégias, como apontado abaixo: 

  • Veludo: denso, aconchegante e macio;

  • Jeans: resistente, granular e rígido;

  • Couro: firme, liso, rígido e temperatura neutra.

Um exemplo de descrição que ressalta a experiência tátil seria:

“Blusa de tricô gola alta, com textura fofinha e macia, proporcionando calor e sensação de aconchego”.

Além desses detalhes, a descrição acessível deve seguir alguns cuidados específicos, como:

  • Os adjetivos muito subjetivos devem ser evitados. Características objetivas devem prevalecer. Não diga “camisa linda” e sim “camisa com estampa floral”;

  • Uma boa prática para descrever roupas é seguir o roteiro: tipo de peça + cor + textura/tecido + detalhes (bolsos, fechos) + modelagem;

  • A descrição deve priorizar a especificidade. A descrição “casaco com listras verticais vermelhas e azuis” é melhor do que “camisa colorida”;

  • Os detalhes do vestuário devem ser incluídos no fechamento. Mencione se a peça contém zíper, botões (pequenos ou grandes) ou velcros. Isso facilita o uso independente. 

Reunindo todos os pontos citados acima, uma boa descrição seria assim:

“Casaco de veludo, cor preta básica, denso. Possui textura macia. A peça tem modelagem clássica com botões pequenos de metal (fria ao toque) e gola alta. O forro interno é em cetim fresco e liso.”

A acessibilidade digital e uma boa descrição de imagens podem otimizar a experiência da pessoa usuária.

Resumo: quais são os cuidados para realizar uma boa descrição de produtos de vestuários para pessoas cegas?

A seguir, o texto define e aprofunda esses conceitos num resumo de perguntas e respostas.

Por que a acessibilidade é importante em e-commerces de moda?

A acessibilidade amplia o alcance do público, melhora a experiência de navegação e permite que clientes cegos compreendam melhor as características das roupas.

Por que consumidores cegos também se interessam por roupas e moda?

O vestuário está ligado à autoestima, identidade e expressão pessoal, sendo uma forma de comunicação social mesmo para pessoas sem visão.

Qual o papel da descrição de produtos para clientes cegos?

Descrições detalhadas ajudam a traduzir elementos visuais em informações sensoriais, permitindo que o cliente compreenda cor, textura e estilo da peça.

O que é descrição acessível aplicada ao e-commerce de moda?

É a prática de transformar elementos visuais em descrição de cores, tecidos, texturas e detalhes do produto.

Como descrever cores para clientes cegos em um e-commerce?

As cores podem ser associadas a emoções, temperaturas e elementos naturais para facilitar a compreensão e a visualização mental.

Como descrever texturas e tecidos de roupas online?

A descrição deve explicar características táteis como maciez, densidade, rigidez ou temperatura do tecido para transmitir a experiência sensorial da peça.

Quais termos ajudam a descrever tecidos de forma acessível?

Tecidos podem ser descritos com sensações táteis, como veludo macio e denso, jeans rígidos e resistentes ou couro firme e liso.

Quais erros devem ser evitados ao descrever roupas em e-commerces?

É importante evitar adjetivos subjetivos, como “lindo” ou “maravilhoso”, e priorizar descrições objetivas e específicas.

Qual é a estrutura ideal para descrever roupas no e-commerce a pessoas cegas?

A descrição deve seguir a sequência: tipo de peça, cor, tecido ou textura, detalhes funcionais e modelagem.

Por que detalhes como botões e zíperes devem ser descritos?

Esses elementos ajudam clientes cegos a entender melhor o uso da peça e facilitam a escolha de roupas que promovam autonomia.

Descrições detalhadas podem aumentar as vendas no e-commerce?

Sim. Informações claras e acessíveis fortalecem a confiança do consumidor e podem melhorar as taxas de conversão.

Conclusão:

A oferta descrita de forma estratégica melhora a conversão e amplia o número de vendas. Por isso, a acessibilidade digital aliada ao toque humano é indispensável para apresentar propostas de valor.  

A Perto Digital, líder de acessibilidade para sites, oferece um ecossistema completo de soluções integradas. Elas contribuem para promover a inclusão digital e o impacto social. Oferecer um site com experiências amigáveis para as pessoas usuárias satisfaz e fideliza clientes.

Cada produto Perto é projetado para oferecer uma jornada acessível combinando inteligência artificial, personalização e inovação. Visite nosso site e conheça todos os nossos recursos.

Seja parte da transformação digital. Acolha a diversidade e turbine suas vendas com a acessibilidade web.

Felipe Gruetzmacher

Felipe Emilio Gruetzmacher é um homem autista que atua como redator da Perto Digital, diretor de produção textual da diverSCInnova, copywriter da Editora Simulacro e blogueiro do site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Nacionais). Acredita no potencial da tecnologia em transformar a experiência digital e promover a inclusão das pessoas com deficiência.
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