Mulher grava conteúdo acessível em um notebook com câmera em tripé, cercada por ícones de acessibilidade, legenda e voz, com o logotipo da Perto Digital em destaque.

Como Criar Conteúdo Acessível e Impactante para Ampliar Seu Alcance Digital?

Felipe Gruetzmacher
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Quantos posts do seu blog ou do seu perfil já perderam alcance porque uma parte do público não conseguiu ler, ouvir ou navegar até o final? Essa é uma pergunta incômoda para quem investe tempo e verba em conteúdo e não mede esse tipo de perda.

Um conteúdo acessível resolve esse problema na raiz: ele chega a mais gente, sustenta mais engajamento e ainda ranqueia melhor, porque o Google trata acessibilidade como sinal de qualidade. Essa é também a base de um marketing inclusivo, que trata a inclusão como parte da estratégia de marca, e não como item avulso.

O desafio está em criar posts que transformem a vida da clientela e recebam mais atenção. Por isso, o texto de hoje reúne as etapas que facilitam esse processo e mostra, na prática, o que torna um conteúdo acessível.

Este guia tem o objetivo de trazer inspiração para a sua comunicação e o seu marketing. Aplicando essas dicas e implementando funcionalidades de acessibilidade para web, você amplia o alcance e a relevância do que publica.

Neste Artigo:

Qual é a importância de um bom conteúdo e da acessibilidade na web para as redes sociais?

Todo conteúdo publicado em redes sociais compete por dois recursos escassos: atenção e alcance. Um post só entrega valor se a pessoa consegue chegar até o fim dele, e a acessibilidade decide quantas pessoas conseguem fazer isso.

Uma pessoa cega que usa leitor de tela só entende uma imagem se ela tiver texto alternativo. Uma pessoa com baixa visão só lê uma legenda se o contraste for suficiente. Uma pessoa surda só acompanha um vídeo se ele tiver legenda, e o mesmo vale para áudio: sem transcrição, quem não ouve fica de fora. Sem essas práticas, parte do público simplesmente não consegue consumir o conteúdo, por mais bem escrito que ele seja.

Isso tem peso de mercado: dados do Censo do IBGE de 2022 apontam que há 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, fora quem enfrenta alguma limitação temporária ou situacional, como assistir a um vídeo sem som no transporte público. 

Ignorar acessibilidade significa abrir mão de uma fatia relevante do alcance antes mesmo de o algoritmo entrar em ação, e ele também entra em ação: os mesmos elementos que tornam um conteúdo acessível pesam a favor do ranqueamento, como você vai ver mais adiante.

O que é, na prática, um conteúdo acessível?

Conteúdo acessível é todo material, seja um post, um artigo de blog, um vídeo ou um e-mail, que qualquer pessoa consegue consumir de forma independente, incluindo quem usa tecnologia assistiva como leitor de tela, ampliação de tela ou navegação por teclado. 

Isso acontece quando o conteúdo já nasce pensando nesses públicos, na estrutura visual e na forma como a informação é organizada, sem depender de uma versão separada ou de ajustes feitos depois da publicação.

Na prática, isso se traduz em um conjunto de práticas, aplicadas de forma consistente em tudo que você publica.

Boas práticas para aplicar agora

  • Texto alternativo em toda imagem, descrevendo o que ela mostra e não apenas repetindo a legenda do post. Uma pessoa cega usa o leitor de tela para ouvir essa descrição, então ela precisa comunicar contexto: escrever "foto de produto" não ajuda tanto quanto descrever o produto, a cor e o ambiente em que ele aparece.
  • Hierarquia de títulos em ordem lógica, sem pular níveis, por exemplo indo direto de um título principal para um subtítulo bem menor. Isso permite que alguém que navega por teclado ou leitor de tela pule entre seções do texto pelos títulos, do mesmo jeito que outra pessoa rola a página visualmente até o trecho que interessa.
  • Linguagem simples, com frases curtas e vocabulário direto, sem abrir mão da precisão técnica quando ela for necessária. Isso facilita a compreensão de pessoas com deficiência intelectual e também de qualquer leitor apressado, lendo em um aplicativo de rede social no meio de outras tarefas.
  • Contraste suficiente entre o texto e o fundo, seguindo pelo menos os parâmetros mínimos da WCAG. Sem isso, pessoas com baixa visão ou daltonismo perdem parte do conteúdo, principalmente em cards e criativos com fundo colorido.
  • Legenda em vídeos e transcrição em áudios, que ampliam o acesso ao conteúdo para pessoas surdas ou com deficiência auditiva, e ajudam também quem assiste sem som, um hábito comum em feeds de redes sociais.

Essas práticas são a base. O próximo passo é saber como aplicá-las durante o processo de criação, do planejamento à publicação.

Quais são as etapas que facilitam o seu processo criativo?

Transformar as práticas anteriores em rotina não depende de talento, depende de processo. Estas são as quatro etapas que transformam qualquer post ou artigo em um conteúdo acessível, do rascunho até a publicação.

Planeje o formato pensando em acessibilidade desde o briefing

Defina, antes de começar a produzir, o que cada peça vai exigir: um vídeo já nasce com espaço reservado para legenda, um carrossel já nasce com uma descrição prevista para cada imagem, um artigo já nasce com uma estrutura de títulos definida. Pensar nisso no briefing custa minutos. Corrigir depois da publicação costuma custar retrabalho.

Aplique as práticas técnicas durante a produção, não depois

Escreva o texto alternativo no momento em que a imagem é inserida, e não numa revisão posterior. Use as ferramentas de hierarquia de título do próprio editor, em vez de simular um título só com fonte maior ou negrito. Escreva a legenda e o texto do post já em linguagem simples, porque simplificar um texto pronto costuma gerar um resultado remendado, e não um texto claro de fato.

Teste antes de publicar

Leia o conteúdo em voz alta para checar se a linguagem está clara. Use um verificador de contraste antes de fechar a arte final. Se der, navegue pelo próprio conteúdo usando só o teclado, sem o mouse, para sentir na prática o que uma pessoa com deficiência motora enfrentaria.

Publique sem perder o que foi construído

Cada plataforma lida com acessibilidade de um jeito diferente, e é comum perder texto alternativo, legenda ou hierarquia de título no processo de publicação. Confira se a legenda do vídeo foi mesmo publicada, e não só gerada automaticamente e esquecida, e se o texto alternativo da imagem chegou até o post final, e não ficou só no arquivo original.

Exemplo prático: como aplicar acessibilidade no seu conteúdo

Imagine que a Perto Digital vai publicar um carrossel no Instagram sobre os benefícios da acessibilidade digital para o e-commerce. Aplicando as práticas e as etapas que vimos até aqui, o processo de produção passa a incluir:

  • Texto alternativo em cada imagem do carrossel, descrevendo o gráfico ou a cena mostrada, para que uma pessoa cega entenda o conteúdo pelo leitor de tela.
  • Contraste reforçado entre o texto e o fundo de cada card, para que pessoas com baixa visão ou daltonismo consigam ler sem esforço.
  • Hierarquia clara entre o título do carrossel e os subtítulos de cada card, reproduzida também na legenda do post, para facilitar a navegação de quem usa leitor de tela ou teclado.
  • Legenda em vídeo, se o formato incluir algum clipe, e transcrição do áudio na descrição do post.
  • Linguagem simples na legenda e nos cards, sem jargão técnico, para que o conteúdo seja compreendido por qualquer perfil de seguidor.

O resultado tende a ser um post que qualquer pessoa consegue acompanhar até o fim, o que ajuda a reter mais atenção e favorece o alcance orgânico nas redes sociais.

Esse mesmo raciocínio vale para blog, e-mail marketing e qualquer outro formato de conteúdo acessível: nenhuma prática de acessibilidade é exclusiva de um canal.

Alcance de verdade começa com conteúdo acessível

Lá no início deste texto, perguntamos quantos posts já perderam alcance porque parte do público não conseguiu acompanhá-los até o fim. A resposta muda quando a acessibilidade entra no planejamento e na produção, e não como um ajuste de última hora: um conteúdo acessível permite que mais pessoas leiam, assistam e compartilhem.

A Perto Digital oferece um ecossistema de acessibilidade digital para apoiar esse processo, do site ao conteúdo que você publica todos os dias. Fale com a nossa equipe agora mesmo e coloque acessibilidade em prática no seu negócio.

Perguntas frequentes

O FAQ abaixo apresenta uma lista de perguntas e respostas que realizam uma síntese do artigo.

Qual a importância de criar um conteúdo de qualidade e acessível?

Um conteúdo acessível gera conexão e engajamento com o público, porque amplia quem consegue de fato acompanhá-lo até o fim. Além disso, conquista mais ranqueamento nas redes sociais e nos motores de busca, e atende às necessidades de diferentes perfis de pessoas usuárias.

Quais são as etapas para facilitar o processo criativo?

Primeiro, planeje o formato pensando em acessibilidade já no briefing. Depois, aplique as práticas técnicas durante a produção, não numa revisão posterior. Em seguida, teste o conteúdo antes de publicar. Por fim, confira se tudo o que foi produzido chegou intacto até a versão publicada.

Por que a acessibilidade digital melhora o alcance de um conteúdo de alto valor?

Porque ela remove barreiras técnicas de leitura, escuta e navegação, então mais gente consegue chegar ao final do conteúdo. Isso favorece o algoritmo das redes sociais e do Google, que priorizam páginas bem estruturadas e compreensíveis por qualquer pessoa usuária.

Felipe Gruetzmacher

Felipe Emilio Gruetzmacher é um homem autista que atua como redator da Perto Digital, diretor de produção textual da diverSCInnova, copywriter da Editora Simulacro e blogueiro do site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Nacionais). Acredita no potencial da tecnologia em transformar a experiência digital e promover a inclusão das pessoas com deficiência.
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