SaaS acessível: como criar softwares B2B inclusivos

Felipe Gruetzmacher
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Um SaaS acessível é um software desenvolvido para que pessoas com deficiência consigam navegar, compreender e executar tarefas sem barreiras. Em ambientes B2B, isso reduz fricção operacional, amplia produtividade e fortalece compliance com WCAG 2.2 e LBI. 

Empresas SaaS costumam discutir acessibilidade apenas da dimensão técnica. Mas a experiência inclusiva também afeta retenção de talentos, colaboração entre equipes e produtividade. 

SaaS acessíveis reduzem barreiras operacionais e podem aumentar produtividade, retenção de talentos e eficiência das equipes. Os tópicos abaixo mostram como a acessibilidade digital impacta tanto a experiência de uso quanto a gestão de equipes.  

  • Como tornar um SaaS acessível para pessoas com deficiência?

  • Como um SaaS acessível melhora o desempenho das equipes?

A acessibilidade em SaaS melhora a experiência para clientes e equipes. Atalhos de teclado, contraste adequado e leitura por voz podem reduzir o esforço operacional até para pessoas sem deficiência permanente. Saiba mais a seguir.

Neste Artigo:

Como tornar um SaaS acessível para pessoas com deficiência?

Um SaaS acessível é um software como serviço desenvolvido para funcionar adequadamente para pessoas com diferentes habilidades e formas de navegação. 

Desse modo, um SaaS acessível pode ser utilizado por uma ampla diversidade de pessoas, incluindo diferentes capacidades cognitivas e físicas. A acessibilidade precisa entrar ainda na fase de ideação do produto. 

Leia também: Shift Left: Integrando a acessibilidade desde o início do processo de desenvolvimento ágil.

Um SaaS acessível contribui para a inclusão social, a equidade e melhores condições de trabalho em equipe. Aspectos importantes que devem ser implementados são navegação por teclado, contraste de cores, compatibilidade com leitores de tela e texto alternativo para fotos.

Testes manuais devem ser combinados com testes automatizados para identificar falhas na experiência digital. A combinação entre inteligência artificial e avaliação humana pode ajudar a avaliar o nível de acessibilidade e identificar barreiras.

Essas práticas ajudam empresas SaaS a avançar em conformidade com WCAG 2.2 e com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015). O próprio teste manual feito por uma pessoa com deficiência tende a gerar insights mais precisos sobre a experiência real.

O feedback tende a ser mais efetivo e direto. Ainda, esses mesmos testes devem ser incluídos em cada etapa do desenvolvimento do software para a melhoria contínua.

Leia também: Qual é o papel dos Testes de Acessibilidade na Experiência das pessoas usuárias?

Outra boa prática é verificar manualmente se a compatibilidade com o leitor de tela e a navegação pelo teclado ocorrem sem barreiras. Essas práticas ajudam empresas SaaS a construir jornadas mais inclusivas.

Todo esse processo oferece condições para as equipes incluírem a diversidade de pessoas e ampliarem o engajamento interno. A consequência é trabalho colaborativo e resultados compartilhados.

Como um SaaS acessível melhora o desempenho das equipes?

Um SaaS acessível envolve decisões técnicas, organizacionais e de design. Ele comunica a seguinte mensagem: mostra que a empresa consegue integrar profissionais com diferentes perfis, ritmos e formas de interação. 

Organizações podem ter mais êxito em expressar seus propósitos e selecionar talentos com maior aderência à filosofia empresarial. 

Afinal, o design inclusivo é um importante recurso para trabalhar com menos atrito entre áreas e perfis profissionais diferentes. A responsabilidade social, a performance comercial e o cumprimento da legislação colaboram muito para elevar a moral das equipes. Há, ainda, a fidelidade da pessoa colaboradora à marca.

A tecnologia assistiva é essencial para viabilizar a navegação por pessoas com deficiência, o que fortalece a reputação da marca como empresa inclusiva.

Resumo: como o SaaS acessível pode possibilitar melhor uso para pessoas com deficiência?

O FAQ abaixo detalha alguns conceitos desenvolvidos no texto com maior profundidade.

O que é um SaaS acessível?

Um SaaS acessível é um software desenvolvido para que pessoas com diferentes habilidades consigam navegar, compreender e executar tarefas sem barreiras. Ele segue diretrizes como WCAG 2.2 e boas práticas de acessibilidade digital.

Quais são as principais boas práticas de acessibilidade em SaaS?

As principais práticas incluem navegação por teclado, contraste adequado de cores, compatibilidade com leitores de tela e uso de texto alternativo em imagens. Também é importante combinar testes automatizados e manuais.

Por que seguir as diretrizes WCAG em um SaaS B2B?

As diretrizes da WCAG ajudam empresas SaaS a ampliar usabilidade, reduzir barreiras digitais e avançar em compliance. Além disso, melhoram a experiência das equipes e reduzem riscos jurídicos.

Como a acessibilidade impacta a performance das equipes?

Acessibilidade reduz fricções operacionais e melhora a execução de tarefas por pessoas com diferentes perfis e habilidades. Isso pode aumentar produtividade, engajamento e colaboração interna.

O SaaS acessível beneficia apenas pessoas com deficiência?

Não. Recursos como navegação por teclado, contraste adequado e leitura por voz também ajudam pessoas com limitações temporárias ou em contextos específicos de uso.

Como implementar acessibilidade desde o início do desenvolvimento?

A melhor abordagem é incluir acessibilidade desde a fase de ideação e design do produto. Esse modelo reduz retrabalho e facilita a conformidade contínua com WCAG 2.2.

Qual o papel dos testes de acessibilidade em SaaS?

Os testes identificam barreiras técnicas e problemas reais de navegação. O ideal é combinar automação, validação manual e participação de pessoas com deficiência.

Como a acessibilidade contribui para o desenvolvimento de talentos?

Ferramentas acessíveis ajudam equipes diversas a trabalhar com mais autonomia e eficiência. Isso fortalece a cultura organizacional, retenção de talentos e colaboração.

Quais estratégias ajudam a reconhecer o desempenho das equipes?

Metas claras, autonomia, segurança psicológica e métricas bem definidas ajudam equipes a entender expectativas e acompanhar resultados com mais transparência.

A acessibilidade em SaaS é obrigatória?

No Brasil, ela é obrigatória por conta da Lei Brasileira de Inclusão (LBI).

Conclusão:

Equipes que conseguem trabalhar sem barreiras tendem a entregar experiências digitais mais consistentes para os clientes. Tudo envolve saber lidar com pessoas e acreditar no potencial delas. 

Na prática, empresas SaaS costumam encontrar barreiras recorrentes na navegação por teclado, formulários e compatibilidade com leitores de tela. Ferramentas inclusivas são essenciais para qualquer SaaS acessível e experiência digital corporativa. 

A Perto Digital oferece um ecossistema com mais de 16 soluções integradas de acessibilidade digital que combina inteligência artificial com inovação. Essa tecnologia traz uma série de produtos complementares entre si que proporcionam soluções abrangentes para diferentes dimensões da inclusão digital.

A personalização da interação digital gera maior fluidez, satisfação e não compromete a velocidade de carregamento. Ferramentas como o Assistente Perto, Análise Perto, Monitor Perto e Áudio Perto oferecem inclusão digital integrada em diferentes pontos da experiência.  Além do impacto social, outros benefícios podem ser citados:

  • Maiores possibilidades de conversão e vendas;

  • Atração e desenvolvimento de talentos diversos;

  • Fortalecimento da autoridade da marca e do employer branding. 

Invista agora mesmo na transformação digital acessível da sua proposta empresarial. Consulte a equipe de vendas da Perto Digital e garanta um uso otimizado para todos os públicos.

Felipe Gruetzmacher

Felipe Emilio Gruetzmacher é um homem autista que atua como redator da Perto Digital, diretor de produção textual da diverSCInnova, copywriter da Editora Simulacro e blogueiro do site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Nacionais). Acredita no potencial da tecnologia em transformar a experiência digital e promover a inclusão das pessoas com deficiência.
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