IBGE: Quantos Brasileiros com Deficiência Sua Marca Ignora?

Felipe Gruetzmacher
Instagram da Perto DigitalFacebook da Perto DigitalCanal do Youtube da Perto Digital

Saber quantas pessoas com deficiência existem no Brasil é fundamental para compreender o impacto da falta de acessibilidade digital nas suas estratégias online de negócio. 

Estas barreiras de navegação do seu site podem dificultar o pleno entendimento da sua comunicação e proposta de valor por parte dos seus visitantes. Um site inacessível impede uma autonomia completa da pessoa usuária ao navegar na internet, o que pode consequentemente impedir vendas. 

A sua empresa conhecerá com detalhes técnicos o tamanho potencial de mercado que poderá alcançar com a acessibilidade digital. O artigo aborda os seguintes pontos: 

  • Quantas pessoas com deficiência existem no Brasil segundo o IBGE? 

  • O que os números revelavam sobre a educação e inclusão?

  • Os cinco domínios de dificuldades funcionais: definição e estatísticas

  • Por que investir em acessibilidade digital?

Esses números mostram que milhões de pessoas ainda encontram barreiras digitais, criando espaço para empresas que investem em experiências mais acessíveis. Conheça mais sobre esse assunto nas linhas abaixo.

Neste Artigo:

Quantas pessoas com deficiência existem no Brasil segundo o IBGE?

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz novos números sobre o perfil numérico das pessoas com deficiência no Brasil. O estudo “Censo Demográfico 2022: Pessoas com Deficiência e Pessoas Diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista - Resultados preliminares da amostra” revela que o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência. Já a população brasileira total é de 213,4 milhões.

Esse número representa 7,3% da população residente com dois anos ou mais. Dentro dessa população, foram identificadas 2,4 milhões de pessoas com autismo. Tais informações fazem parte de dados preliminares da amostra do Censo Demográfico de 2022, divulgados em 23/05/2025. 

Ou seja: são os números mais recentes. Essa pesquisa tem diversas finalidades, como:

  • Apoiar a formulação e a execução de políticas públicas para vencer o ciclo de invisibilidade;

  • Fundamentar estratégias para quebrar barreiras e promover as mais diversas dimensões da acessibilidade;

  • Auxiliar na decisão de investir em inclusão digital e na atração de talentos diversos.

O que os números revelavam sobre a educação e inclusão?

O acesso à educação serve para ilustrar o longo caminho em direção à inclusão. Os dados revelam que 63,1% das pessoas com deficiência com 25 anos ou mais não concluíram o ensino fundamental. Esse número é quase o dobro comparado ao da proporção observada entre as pessoas sem deficiência: 32,3%

Além disso, somente 7,4% das pessoas com deficiência têm o ensino superior. Esse número sobe para 19,5% entre as pessoas sem deficiência. Outros dados ainda mais específicos merecem destaque. O Brasil tem:

  • 6,1 milhões de homens com deficiência;

  • 8,3 milhões de mulheres com deficiência.

Os cinco domínios de dificuldades funcionais: definição e estatísticas

O Censo Demográfico 2022 está alinhado às diretrizes do Grupo de Washington para Estatísticas sobre Pessoas com Deficiência (Washington Group on Disability Statistics – WG).

Ele incorporou quesitos para identificar cinco domínios de dificuldades funcionais, como:

  • Enxergar: dificuldade permanente de visão, apesar do uso de óculos ou lente de contato;

  • Ouvir: dificuldade permanente na audição, mesmo com aparelhos auditivos;

  • Mobilidade com membros inferiores: dificuldade permanente em andar ou subir degraus, mesmo com bengala, aparelhos de auxílio ou prótese;

  • Coordenação motora fina: dificuldade permanente para pegar pequenos objetos ou abrir e fechar tampas de garrafas, mesmo com auxílio de aparelhos;

  • Funções mentais: dificuldades permanentes em se comunicar, executar atividades de autocuidado, estudar ou trabalhar por conta de alguma limitação nas funções mentais.

Em relação a esses pontos, o IBGE traz os seguintes números:

  • 7,9 milhões de pessoas com dificuldade permanente para enxergar;

  • 2,6 milhões de pessoas com dificuldade permanente para ouvir;

  • 5,2 milhões de pessoas com dificuldade permanente para andar ou subir degraus;

  • 2,7 milhões de pessoas com dificuldade permanente para pegar pequenos objetos, como botões ou lápis, ou abrir e fechar tampas de garrafas;

  • 2,7 milhões de pessoas com dificuldade permanente para se comunicar, realizar cuidados pessoais, trabalhar ou estudar por causa de alguma limitação nas funções mentais.

Esses valores somados a cada tipo de dificuldade funcional excedem o valor total de 14,4 milhões de pessoas com deficiência. Algumas pessoas têm mais do que uma dificuldade funcional. Esses números nos permitem concluir que há grandes parcelas da população que demandam jornadas digitais sob medida.

A personalização da experiência em sites é uma das condições para satisfazer a clientela e construir uma experiência digital inclusiva para diferentes perfis de pessoas. O resultado disso pode contribuir para melhores resultados de conversão, especialmente quando combinada com boas práticas de UX e conteúdo.

Por que investir em acessibilidade digital?

Além de ampliar o alcance de mercado, a acessibilidade contribui para a conformidade com diretrizes como a WCAG 2.2 e com os princípios da Lei Brasileira de Inclusão (LBI). 

Interfaces mais acessíveis permitem acolher fatias bem específicas da população com deficiência. A oferta de tanta customização digital reduz o atrito entre a marca e a pessoa usuária. Por exemplo:

  • O Plugin Perto: oferece recursos de personalização e acessibilidade que ajudam diferentes perfis de pessoas a navegar com mais autonomia. O plugin pode auxiliar na geração de texto alternativo (que deve ser validado para garantir qualidade e acessibilidade). O recurso também habilita atalhos de navegação, o que simplifica o uso da pessoa usuária cega. Além disso, os atalhos de navegação colaboram para otimizar a navegação do público com deficiência motora;

  • O Libras Perto: ativa a tradução de textos para Libras por meio de avatares. Esse diferencial facilita o entendimento da pessoa surda;

  • A ferramenta Texto Acessível Perto contribui para tornar textos mais diretos e simples. É um item ideal para pessoas com baixo letramento. Afinal, a acessibilidade é para todos os públicos.

A Perto Digital possui um ecossistema integrado, voltado à construção de sites acessíveis, conformidade com a WCAG 2.2 e ampliação da inclusão digital. 

Além dessas soluções já citadas, a Perto Digital oferece muitos outros produtos para contemplar diferentes perfis, oferecendo um conjunto de soluções voltadas à conformidade, experiência digital e inclusão.

Resumo: o que o IBGE traz de novo sobre o mercado?

Este subtítulo apresenta um conjunto de perguntas e respostas que sintetizam todo o conteúdo do artigo em poucas linhas. É uma ótima oportunidade para aprofundar seus conhecimentos.

Quantas pessoas com autismo foram identificadas pelo IBGE?

O levantamento aponta cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. Esse dado reforça a necessidade de soluções acessíveis também voltadas à neurodiversidade.

O que o IBGE considera como deficiência ou dificuldade funcional?

O IBGE utiliza perguntas sobre dificuldades funcionais permanentes (baseadas no Grupo de Washington), a partir das quais são construídos os indicadores de deficiência.

Como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e a WCAG 2.2 se relacionam com os dados do IBGE?

Os dados do IBGE mostram que milhões de pessoas com deficiência utilizam serviços digitais no Brasil. Esse cenário reforça a importância de adotar boas práticas de acessibilidade alinhadas à Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e às diretrizes da WCAG 2.2, que ajudam organizações a reduzir barreiras digitais e ampliar o acesso à informação.

Por que os dados do IBGE são importantes para as empresas?

Os dados ajudam empresas a:

  • Identificar o tamanho do mercado de pessoas com deficiência;

  • Criar estratégias mais inclusivas;

  • Tomar decisões baseadas em dados;

  • Atender às diretrizes legais e boas práticas de acessibilidade.

Além disso, contribuem para reduzir a exclusão digital e melhorar a experiência do usuário.

Qual a relação entre acessibilidade digital e oportunidade de mercado?

A acessibilidade digital permite que empresas alcancem milhões de consumidores que normalmente enfrentam barreiras online. Isso aumenta:

  • O potencial de conversão;

  • O tempo de permanência no site;

  • A satisfação do usuário.

Ignorar esse público significa perder oportunidades reais de negócio.

Como a acessibilidade digital melhora a experiência do usuário?

Recursos acessíveis reduzem barreiras e tornam a navegação mais simples. Exemplos incluem:

  • Textos alternativos para imagens;

  • Navegação por teclado;

  • Conteúdo em linguagem simples;

  • Tradução para Libras.

Essas melhorias beneficiam não apenas pessoas com deficiência, mas todas as pessoas usuárias.

Por que investir em acessibilidade digital é uma estratégia competitiva?

Empresas que investem em acessibilidade:

  • Demonstram responsabilidade social;

  • Fortalecem sua marca;

  • Atendem a critérios de ESG;

  • Diferenciam-se da concorrência.

Além disso, tornam seus produtos e serviços mais inclusivos e escaláveis.

Conclusão:

Os dados são preliminares e podem sofrer ajustes após a divulgação completa do Censo. Mesmo assim, diante do contexto numérico apontado pelo IBGE, fica evidente que investir em acessibilidade digital é uma importante estratégia competitiva.

A Perto Digital fornece um conjunto de tecnologias para quebrar barreiras digitais, promover a inclusão e apoiar a conformidade com referências reconhecidas, como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e a WCAG 2.2. 

Todas essas soluções colaboram para que seu site seja mais atrativo e alinhado com o contexto das pessoas com e sem deficiência. Esse importante diferencial pode contribuir indiretamente para melhor performance em SEO, especialmente por melhorar a experiência da pessoa usuária.

Dessa forma, há um aumento nas possibilidades de conversão e expansão de mercado. A acessibilidade digital pode ampliar oportunidades de alcance, relacionamento e conversão quando integrada à estratégia digital da empresa. Converse com os especialistas da Perto Digital e se comunique com toda a sua audiência. 

Felipe Gruetzmacher

Felipe Emilio Gruetzmacher é um homem autista que atua como redator da Perto Digital, diretor de produção textual da diverSCInnova, copywriter da Editora Simulacro e blogueiro do site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Nacionais). Acredita no potencial da tecnologia em transformar a experiência digital e promover a inclusão das pessoas com deficiência.
LinkedInInstagram
Ver todos os posts

Newsletter

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

Posts relacionados

Dupla se comunicando e interagindo, com ícones representando colaboração e inclusão, em um ambiente acolhedor.

Felipe Gruetzmacher

A diferença entre inclusão e acessibilidade para pessoas surdas

Inclusão e acessibilidade não são a mesma coisa.

Ler artigo

Ilustração de um computador exibindo o mapa do Brasil e ícones representando acessibilidade digital.

Felipe Gruetzmacher

IBGE: Quantos Brasileiros com Deficiência Sua Marca Ignora?

Saber quantas pessoas com deficiência existem no Brasil é fundamental para compreender o impacto...

Ler artigo

Homem em pé fazendo uma apresentação para um público, com ícones de acessibilidade ao fundo, transmitindo uma mensagem inclusiva.

Felipe Gruetzmacher

Mais Perto: o projeto interno que está mudando a forma como a Perto Digital entende acessibilidade

Viver a inclusão é diferente do que apenas falar sobre ela ou fazer apenas treinamentos pontuais.

Ler artigo