Mais Perto: o projeto interno que está mudando a forma como a Perto Digital entende acessibilidade

Felipe Gruetzmacher
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Viver a inclusão é diferente do que apenas falar sobre ela ou fazer apenas treinamentos pontuais. Muitas organizações apenas apresentam slides, definem conceitos e fecham o dia com uma dinâmica grupal. Os times desenvolvem uma ideia básica do que é a acessibilidade e voltam para a rotina normal no dia seguinte.

O projeto Mais Perto parte de uma outra premissa: desenvolver o conhecimento sobre a acessibilidade continuamente indo além dos saberes técnicos, pois é isso que transforma a cultura.

Esse projeto reúne uma série de encontros envolvendo palestras, aulas e conversas para conectar as equipes da Perto Digital com experiências reais de navegação, comunicação e autonomia das pessoas com deficiência. Não basta apenas observar. É preciso aprender para transformar. Os seguintes tópicos serão abordados neste artigo:

  • Quais as ações executadas no Projeto Mais Perto?

  • Qual é a diferença entre o programa Mais Perto de um treinamento convencional sobre acessibilidade e inclusão?

  • Como implementar acessibilidade atitudinal na cultura da empresa? 

A seguir, você confere todos os detalhes mais importantes dos insights no Projeto Mais Perto. Além disso, você conhecerá estratégias para implementar na sua organização. A acessibilidade digital impacta diretamente a experiência de pessoas com deficiência e a competitividade das empresas.

Neste Artigo:

Quais as ações executadas no Projeto Mais Perto?

A equipe da Perto Digital está aprendendo Libras com uma professora surda para entender mais profundamente a comunicação da comunidade surda. Além disso, os times até já conversaram com uma pessoa cega sobre os impactos da tecnologia no dia a dia dela. 

Estes debates fazem parte da assimilação de vários conceitos sobre acessibilidade na cultura empresarial. O propósito é ampliar o conhecimento da equipe sobre inclusão.

Qual é a diferença entre o programa Mais Perto de um treinamento convencional sobre acessibilidade e inclusão?

Os insights do programa Mais Perto enfatizaram bastante a desconstrução do capacitismo, o preconceito contra pessoas com deficiência. Muitas empresas, por exemplo, promovem meras capacitações para apresentar conceitos relacionados à inclusão para equipes. 

No entanto, essas ideias não acabam fazendo parte da cultura organizacional das empresas. Já na Perto Digital, a pauta da inclusão faz parte da crença das pessoas e dos times. Não basta apenas acrescentar uma rampa no espaço físico ou oferecer apenas algum recurso que torna o site mais acessível. 

As atitudes e mentalidades de toda a equipe devem estar alinhadas com a aceitação da diversidade. Há um nome extraído da educação inclusiva para isso: acessibilidade atitudinal. Esse conceito diz respeito também à quebra de preconceitos e fomento de interações sociais positivas.

No dia a dia, as soluções da Perto Digital potencialmente beneficiam milhões de pessoas na internet. Ainda assim, métricas de alcance não conseguem traduzir totalmente o impacto da acessibilidade na rotina das pessoas. 

Ouvir como as interfaces acessíveis são úteis na rotina de uma pessoa tem uma dimensão bem mais emocional. Esse contato direto aproxima a equipe das experiências reais vividas por pessoas com deficiência. Reforça o sentimento de pertença e cultura corporativa inclusiva.  

Até porque desconstruir o capacitismo é um compromisso coletivo, mesmo que a autonomia seja um exercício individual. Certas crenças capacitistas podem vir da própria família e da própria organização, o que pode afetar o desenvolvimento da pessoa enquanto profissional e indivíduo.

A tecnologia exerce um papel imprescindível nesta desconstrução. Uma pessoa cega pode, por exemplo, usar IA para transcrever palestras gravadas em ambientes corporativos e acompanhar a rotina de trabalho.

São tecnologias assistivas que expandem a independência das pessoas usuárias. O próprio óculos Rayban Meta pode ser uma facilidade no cotidiano do público cego.

Como implementar acessibilidade atitudinal na cultura da empresa?

Sua empresa deve se interessar por acolher a diversidade em times. A combinação de habilidades complementares ajuda equipes a encontrar soluções mais eficientes. Diferentes perspectivas também ampliam a capacidade de identificar barreiras de usabilidade e melhorar produtos digitais.  

Um exemplo é a própria criação de softwares. Pessoas cegas têm uma percepção diferente do que o público vidente. Muitas dessas experiências envolvem o uso diário de tecnologias assistivas para navegação digital. Esses diversos entendimentos podem fornecer oportunidades únicas para melhorar a usabilidade e a jornada do produto digital.

Respeitar cada especificidade é indispensável para criar ambientes inclusivos. Dinâmicas sensoriais, por exemplo, não são um bom caminho para cultivar atitudes inclusivas se for a única estratégia. Nada substitui o diálogo com a pessoa com deficiência.

A dinâmica sensorial consiste em usar algum recurso para simular limitações motoras ou sensoriais. Assim, nestas dinâmicas, toda a equipe de uma empresa usa vendas nos olhos para entender a vida de uma pessoa cega, por exemplo.

O problema é que elas simplificam uma condição complexa e podem gerar percepções equivocadas. O diálogo direto e o respeito às necessidades individuais são formas mais eficazes de promover empatia e inclusão.

Além disso, essa atividade não demonstra o real impacto da cegueira na vida de um indivíduo. Não há como trabalhar sensibilidade ou empatia só com tarefas tão superficiais. Boas práticas para criar uma cultura organizacional tolerante das diferenças vão no sentido oposto.

Fazer perguntas para entender as necessidades e demandas de uma pessoa colaboradora ou cliente com deficiência surte um efeito bem mais positivo. Uma situação assim seria quando a liderança questiona se a pessoa com deficiência pode desempenhar determinada tarefa na equipe. Isso gera autonomia, independência e aumenta a responsabilidade do indivíduo.

Neste caso, a demanda por tarefas desafiantes é suprida. Outro contexto onde a pergunta se aplica: cocriação de tecnologias já com inclusão digital desde a ideação, conforme determina a abordagem Shift Left.

Resumo: o que o time Perto Digital aprendeu com o evento Mais Perto?

Nos itens abaixo, as perguntas e respostas resumem toda a essência do artigo para aprofundar suas ideias.

Por que promover projetos que incentivem a inclusão?

A Perto Digital está sempre desenvolvendo suas soluções considerando uma real usabilidade e aplicação de todos os perfis de pessoas. Ela é um bom caso de análise sobre inovação que gera um impacto real para pessoas com e sem deficiência, encorajando todos os públicos a se mobilizar nesta causa.

O que é acessibilidade atitudinal nas empresas?

A acessibilidade atitudinal é a mudança de mentalidade e comportamento dentro das organizações para valorizar a diversidade e eliminar preconceitos, como o capacitismo. Ela vai além de adaptações técnicas e envolve cultura organizacional, empatia e compromisso com a inclusão.

Como a diversidade pode melhorar a inovação nas empresas?

Equipes diversas ajudam empresas a desenvolver produtos mais acessíveis e funcionais. Diferentes perspectivas contribuem para melhorar usabilidade, experiência acessível e inovação digital.

Por que a Perto Digital é referência em inovação inclusiva?

Todos os produtos da Perto Digital são projetados levando em conta testes rigorosos e validações de usos. Isso agrega qualidade na tecnologia. A própria cultura da empresa estimula a cocriação de produtos acessíveis pela proximidade entre os todos os times e o tema da acessibilidade digital.

Conclusão:

A conexão entre acessibilidade digital e negócios é inegável. É uma pauta em nível corporativo, estratégico, jurídico e ético. A Perto Digital oferece um conjunto de ferramentas específicas para que seu site seja acolhedor para variados perfis de pessoas. 

Empresas que incorporam acessibilidade digital desde a estratégia até o desenvolvimento tendem a ampliar alcance, reduzir barreiras e fortalecer a experiência do público. Converse agora mesmo com nossa equipe técnica, incorpore a acessibilidade em seu site e avance no mercado.

Felipe Gruetzmacher

Felipe Emilio Gruetzmacher é um homem autista que atua como redator da Perto Digital, diretor de produção textual da diverSCInnova, copywriter da Editora Simulacro e blogueiro do site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Nacionais). Acredita no potencial da tecnologia em transformar a experiência digital e promover a inclusão das pessoas com deficiência.
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