Pessoa com deficiência visual usa notebook com fones de ouvido enquanto elementos visuais representam o funcionamento de leitor de tela em um site acessível.

Leitor de tela: o que é e como funciona no seu site

Felipe Gruetzmacher
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Uma pessoa cega abre o site de uma loja pelo celular. O leitor de tela lê o menu, mas trava logo depois, num carrossel de imagens sem texto alternativo. Ela desiste, fecha a aba, e a loja nunca vai saber quanto faturamento perdeu com isso.

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Uma marca corre esse risco todos os dias sem perceber, às vezes até depois de instalar um plugin de acessibilidade no site. Essa tecnologia assistiva está entre a pessoa usuária e o conteúdo de um site. Entender como ela funciona é o primeiro passo para não perder esse público pelo caminho.

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Este artigo mostra qual o papel do leitor de tela e como ele interpreta o conteúdo de uma página. Também apresenta o que precisa mudar no código para que um site funcione bem com esse recurso.

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Continue a leitura!

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Neste Artigo:

O que é um leitor de tela e quem usa

O leitor de tela é uma tecnologia assistiva que converte o conteúdo de uma tela, seja texto, imagem ou comando de menu, em voz ou em Braille. É assim que pessoas cegas ou com baixa visão navegam por sites, aplicativos e documentos sem depender da visão. 

A mesma lógica vale para quem tem deficiência motora e não consegue usar mouse, ou para quem tem dislexia e entende melhor um conteúdo ouvindo do que lendo.

Como funciona a navegação por leitor de tela

Em linhas gerais, o leitor de tela identifica textos, botões e imagens. Assim, ele lê em voz alta esses conteúdos para orientar a pessoa usuária. Essa síntese de voz é uma ferramenta para a acessibilidade digital.

Por conta disso, elementos como imagens de sites devem vir acompanhados de texto alternativo. Ele é uma descrição textual sucinta, inserida no código, que os leitores de tela interpretam e apresentam para a pessoa usuária.

Além disso, essa tecnologia pode converter conteúdo visual em atualizações táteis por meio de dispositivos físicos, como o display ou linha Braille. O funcionamento segue essa lógica:

  • A conexão entre o software e a Linha Braille (Display Atualizável) levanta pinos mecânicos, formando caracteres em Braille conforme a pessoa usuária avança no texto;
  • O software intercepta o texto do sistema operacional ou da página web. Em seguida, envia esse conteúdo tanto para a linha Braille quanto para o sintetizador de voz;
  • A última etapa é a garantia de que a pessoa usuária tenha liberdade, privacidade e autonomia para compreender os conteúdos.

Há muitos modelos, como:

  • NVDA: programa gratuito usado no Windows;
  • JAWS: leitor pago e profissional para computadores com Windows;
  • VoiceOver: leitor presente nos aparelhos da Apple, como Mac e iPhone;
  • TalkBack: leitor padrão para telefones com sistema Android.

Navegação por teclado: um recurso complementar

Existe, ainda, um recurso que complementa essa tecnologia: a navegação por teclado. Combinados, essas duas soluções permitem que pessoas com deficiência visual operem o computador e compreendam o conteúdo digital sem depender do mouse.

Na prática, a pessoa usuária acessa o site a partir de teclas específicas como Tab, Shift + Tab e Enter para se mover de um elemento para outro na tela. Desse modo, o software detecta onde está o foco do teclado e lê o item em voz alta.

Essa dupla de ferramentas amplia a independência da pessoa usuária na navegação. Muitos outros aspectos desse funcionamento merecem atenção. Eles influenciam diretamente a precisão com que o conteúdo web chega até quem está do outro lado da tela.

O que torna um site compatível com leitor de tela

A compatibilidade com leitor de tela depende da garantia de que a pessoa com deficiência visual consiga navegar pelo site com autonomia. Para isso, o HTML semântico e os atributos ARIA cumprem um papel determinante.

O HTML semântico utiliza tags que atribuem significado ao conteúdo, funcionando como um mapa por meio destas etapas:

  • Tags como <header>, <nav>, <main> e <footer> informam essa tecnologia sobre onde fica o menu, o conteúdo principal e o rodapé. Assim, a pessoa usuária consegue acessar direto a parte que deseja ouvir;
  • O uso de <h1>, <h2> e <h3> em ordem correta possibilita que o leitor crie um sumário. Dessa forma, a pessoa usuária pode saltar de título em título;
  • A utilização de <button> para ações e <a> para links garante que o leitor aponte se o item é um link para outra página ou um botão.

Já os atributos ARIA (Accessible Rich Internet Applications) são códigos acrescentados ao HTML. Eles ajudam leitores de tela e outras tecnologias assistivas a compreender elementos complexos ou dinâmicos nas páginas web. Esses fatores são importantes porque:

  • Agregam significados a elementos visuais que o HTML puro não descreve bem;
  • Modificam o modo como essa tecnologia enxerga o elemento, sem mudar a aparência visual da página;
  • Mostram se um menu está aberto, se uma caixa de marcação está selecionada ou se um botão foi ativado.

Web Content Accessibility Guidelines (WCAG)

Outro aspecto importante na compatibilidade é o cumprimento da WCAG.

Afinal, as Diretrizes WCAG são regras criadas para garantir que sites sejam compatíveis e funcionem bem com leitores de tela e demais softwares de acessibilidade. Assim, a WCAG exige uma estrutura lógica no código para que o áudio siga uma sequência correta.

Um plugin de acessibilidade substitui o leitor de tela?

O plugin de acessibilidade instalado em um site não substitui o leitor de tela, mas pode complementar o trabalho dele quando é bem construído. 

A acessibilidade efetiva depende de código limpo, com rótulos corretos e HTML bem estruturado, e nenhum plugin substitui essa base. Um plugin bem projetado, porém, reforça exatamente esse trabalho: soma camadas de acessibilidade ao que já existe no código, em vez de tentar substituí-lo.

O Plugin Perto foi pensado exatamente para isso. Ele reforça a experiência de quem já usa leitor de tela e outras tecnologias assistivas, ao lado do trabalho de deixar o código acessível. 

Faça um teste gratuito agora mesmo e veja o que muda na prática para o site da sua empresa!

Perguntas frequentes

Quais os leitores de tela mais usados no Brasil?

Entre os leitores de tela mais conhecidos estão NVDA e JAWS, no Windows, VoiceOver, em dispositivos Apple, e TalkBack, em dispositivos Android.

Meu site precisa de um plugin para ser compatível com leitor de tela?

Não. A compatibilidade com leitores de tela depende principalmente de uma estrutura acessível, com HTML semântico, textos alternativos, nomes acessíveis, foco adequado e uso correto de ARIA quando necessário. Um plugin pode oferecer recursos complementares, mas não substitui a acessibilidade do código.

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Felipe Gruetzmacher

Felipe Emilio Gruetzmacher é um homem autista que atua como redator da Perto Digital, diretor de produção textual da diverSCInnova, copywriter da Editora Simulacro e blogueiro do site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Nacionais). Acredita no potencial da tecnologia em transformar a experiência digital e promover a inclusão das pessoas com deficiência.
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