Conheça como o case dos “Rótulos que Falam” da Nestlé pode virar insight para a sua inclusão digital

Felipe Gruetzmacher
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A inovação empresarial pode significar, muitas vezes, adaptar uma ideia bem-sucedida de um contexto para uma nova situação. Assim, bons resultados em um nicho podem indicar demandas no mercado em geral.

Hoje, a Perto Digital vai comentar a respeito da iniciativa “Rótulos que falam” da Nestlé. Esta ação consiste em tornar 1,2 mil produtos acessíveis para pessoas com deficiência visual e dificuldades de leitura.

O propósito é duplo: apresentar como a inclusão está em todos os lugares e conectar esse tema com a acessibilidade digital. Esses assuntos serão detalhados nos subtítulos abaixo:

  • O que é o projeto Rótulos que Falam e o que ele ensina sobre acessibilidade digital?

  • Como a Perto Digital aplica inovação inclusiva na web?

A leitura do artigo servirá para inspirar a implementação de uma experiência digital mais confortável em seu ambiente empreendedor. Confira mais informações dessas estratégias no texto abaixo.

Neste Artigo:

O que é o projeto “Rótulos que Falam” e o que ele ensina sobre acessibilidade digital

Milhões de brasileiros cegos, com baixa visão ou com dificuldade de interpretação de leitura não conseguem identificar as informações de rótulos inacessíveis. A partir dessa dor, foi apresentado o projeto “Rótulos que Falam” da Nestlé em parceria com a startup brasileira Alia Inclui.

O artigo “Nestlé lança “Rótulos que Falam” e torna 1,2 mil produtos acessíveis para pessoas com deficiência visual e dificuldades de leitura” escrito por Kênia Almeida traz mais detalhes.

Em linhas gerais, essa inovação consiste em um aplicativo que lê informações nutricionais, ingredientes, peso e demais dados de embalagens diretamente por voz. Durante uma palestra, Gisele Pavin, head de nutrição da Nestlé, apresentou a dimensão numérica dessa dor:

  • Hoje, no Brasil, há 17 milhões de brasileiros com dificuldade de leitura;

  • 7,9 milhões de pessoas com deficiência visual. Desse número, 87% das pessoas não sabem ler braille. 

Assim, nas palavras de Gisele, o projeto promete proporcionar autonomia e independência para as pessoas com deficiência. Caroline Dall Acua, cofundadora da Alia Inclui, parceira da Nestlé, conhece esse problema com profundidade.

Ela possui uma doença genética chamada Retinose pigmentar, que provoca a degeneração progressiva dos fotorreceptores da retina (cones e bastonetes). Dessa forma, a visão é comprometida de maneira gradual, começando pela visão noturna e periférica.

Atualmente, Caroline conta com apenas 10% da visão. Essa experiência virou ferramenta de inovação social. O aplicativo funciona em iOS, Android e é gratuito. Usa Talk/Back/VoiceOver para narrar nomes, ingredientes, valores nutricionais e demais dados do rótulo.

Além disso, reconhece código de barras em tempo real, organiza o conteúdo em seções, avisa por som quando a embalagem está posicionada corretamente. Dessa forma, a pessoa usuária acessa somente o que necessita.

O app também identifica cosméticos, produtos de saúde e medicamentos. Para isso, basta que estejam cadastrados na plataforma. A startup oferece capacitações sobre acessibilidade em ambientes corporativos.

A criação do app contou com testes reais feitos com consumidores cegos. O processo foi apoiado pela Fundação Dorina Nowill para Cegos e da nutricionista Regiane Silva do time Nestlé e pessoa com deficiência visual.

A inclusão e a tecnologia assistiva tornam-se cada vez mais parte da estratégia dos negócios. Tantos insights do case Nestlé podem ser aplicados em outro contexto empreendedor: a acessibilidade para sites.

Afinal, alguns princípios se repetem em ambos os casos:

  • Melhora da experiência do consumidor;

  • Personalização e adaptação;

  • Inovação com impacto social;

  • Menos tarefas para a pessoa usuária executar, pois o uso é simplificado. 

Da mesma forma, uma web acessível é mais convidativa para as pessoas usuárias. Ela reúne aspectos e facilidades que otimizam a jornada de compra para ambos os públicos, pessoas com e sem deficiência.

Enquanto a inovação “Rótulos que Falam”, da Nestlé, utiliza tecnologia de áudio aplicada diretamente nas embalagens para ampliar a autonomia no ponto de venda, a tecnologia da Perto atua em outra camada da acessibilidade: o ambiente digital.

Em vez de adaptar apenas o produto final, a Perto transforma toda a jornada online — do design à conformidade — criando experiências inclusivas de ponta a ponta em qualquer site ou plataforma.

Nesse contexto, o subtítulo a seguir apresentará a proposta de valor da Perto Digital, um ecossistema de soluções acessíveis e tecnologias assistivas para sites.

Como a Perto Digital aplica inovação inclusiva na web?

Assim como no exemplo da iniciativa “Rótulos que Falam”, a Perto Digital se destaca por valores como acessibilidade, inovação, inclusão e foco no cliente. Ambos os casos mostram que produtos e serviços precisam de recursos inclusivos para facilitar o consumo e tornar a experiência mais fluida para todos.

O ecossistema Perto, por exemplo, conta com soluções como:

  • O Perto Plugin: são mais de 60 funcionalidades adaptadas para atender as necessidades de diferentes públicos com e sem deficiência. Dentro dessa solução, há recursos como a jornada exclusiva para pessoas usuárias cegas que possibilita uma navegação por teclado. Isso elimina obstáculos e agrega fluidez no fluxo digital;

  • O Libras Perto: oferece tradutores digitais que convertem conteúdo textual em Libras, o que facilita o entendimento das pessoas surdas. Este produto eleva a interatividade e é muito personalizável para a audiência. A conexão com o mercado é imediata;

  • O Assistente de voz: oferece uma navegação por meio de comandos vocais. A pessoa usuária consegue navegar em plataformas e sites de maneira bem mais intuitiva, sem a necessidade de teclados ou telas;

  • O Pacote de Comunicação Perto: apresenta um conjunto de itens capazes de agregar acessibilidade para o modo como empresas se comunicam com o mercado. Com essa solução, vídeos e PDFs se tornam acessíveis, inteligência artificial simplifica textos, textos viram áudios e textos alternativos são gerados.

  • A Análise Perto: permite entender o comportamento da pessoa usuária em sites. Dessa forma, marcas terão melhores dados e informações para personalizar as experiências e ampliar o número de conversões;

  • O Monitoramento Perto: garante que sites estejam 100% em conformidade com diretrizes globais. O seu site sempre estará de acordo com melhores práticas e legislações nacionais e internacionais;

  • O Áudio Perto: esse recurso converte textos de blogs em versão áudio. Com ele, sua marca oferece um consumo de conteúdo mais intuitivo, prático e acessível.

Diante dos pontos em comum entre o projeto “Rótulos que falam” e as soluções da Perto Digital, cabe reforçar ainda mais o aprendizado com uma síntese do conteúdo.

Resumo: o que o projeto “Rótulos que Falam” e as soluções da Perto Digital ensinam sobre acessibilidade?

A seguir, a Perto apresenta uma lista de perguntas e respostas que reúnem os principais tópicos apresentados no artigo.

O que é o projeto “Rótulos que Falam”, da Nestlé?

É uma iniciativa que torna 1,2 mil produtos acessíveis por meio de um aplicativo que lê rótulos em voz, permitindo que pessoas com deficiência visual ou dificuldade de leitura tenham autonomia ao consumir alimentos e outros itens.

Como o aplicativo funciona na prática?

Ele usa TalkBack/VoiceOver, reconhece códigos de barras em tempo real, organiza informações em seções e avisa quando a embalagem está na posição correta. É gratuito e disponível para iOS e Android.

Qual problema o projeto resolve?

A falta de acessibilidade nos rótulos físicos, que afeta milhões de pessoas cegas, com baixa visão ou dificuldade de leitura — a maioria sem domínio de braille.

Como o projeto se conecta com inovação e inclusão?

Ele transforma uma dor real em tecnologia assistiva, simplifica o uso para quem precisa e promove autonomia, mostrando como inclusão e inovação caminham juntas.

O que essa iniciativa ensina para a acessibilidade digital?

Que personalização, experiência fluida, redução de tarefas e impacto social são pilares que funcionam tanto em produtos físicos quanto em plataformas digitais.

Como a Perto Digital aplica esses mesmos princípios na web?

A Perto oferece soluções que simplificam a navegação de pessoas com e sem deficiência, como plugins de acessibilidade, assistente de voz, tradução em Libras, áudio para textos, análise de comportamento e monitoramento de conformidade.

Qual a principal mensagem do artigo?

Iniciativas como “Rótulos que Falam” mostram que acessibilidade é inovação estratégica — e que negócios digitais podem aplicar os mesmos princípios para criar experiências inclusivas, intuitivas e competitivas.

Conclusão:

A análise de cases de outros segmentos pode inspirar as empresas a implementar soluções acessíveis para sites. Esse fator amplia a competitividade e aprimora os diferenciais de um negócio na internet.

A transformação digital já começou faz tempo! Em função desse cenário, o ecossistema Perto Digital, referência em tecnologia assistiva, apresenta um conjunto de produtos únicos para incluir acessibilidade em sites.

Assim, as marcas podem atender uma maior variedade de público, lucrando e conquistando credibilidade. Acesse a proposta de valor da Perto, conheça os produtos e fale com especialistas. Ser um empreendimento campeão é fortalecer as alianças com as causas inclusivas.  

Felipe Gruetzmacher

Felipe Emilio Gruetzmacher é um homem autista que atua como redator da Perto Digital, diretor de produção textual da diverSCInnova, copywriter da Editora Simulacro e blogueiro do site da ANAGEA (Associação Nacional dos Gestores Nacionais). Acredita no potencial da tecnologia em transformar a experiência digital e promover a inclusão das pessoas com deficiência.
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