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Acessibilidade: com o que a minha empresa precisa se preocupar?


Arte em 2D com uma mulher de costas apontando para dois papéis com rostos desenhados.

O que precisa ser feito se a sua marca corporativa abraçar a pauta da diversidade e pretende lidar com pessoas com deficiência?


Você vai saber o significado das seguintes terminologias lendo nosso blog post.


- Acessibilidade física;


- Acessibilidade digital;


- Acessibilidade na comunicação;


- Acessibilidade nas práticas de contratação;


- Cumprimento das leis e regulamentos;


Acessibilidade física


O documento “A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com deficiência comentada” conceitua a acessibilidade física nas seguintes palavras:


“A acessibilidade ao meio físico promove a inclusão, a equiparação de oportunidades e o exercício da cidadania para todas as pessoas. Ações que garantam a acessibilidade para pessoas com restrição de mobilidade aos sistemas de transportes, equipamentos urbanos e a circulação em áreas públicas são, nada mais, que o respeito de seus direitos fundamentais como indivíduos.”


“Neste contexto, a acessibilidade não se refere somente às pessoas com deficiência contabilizadas pelo censo, mas também aos idosos, crianças, gestantes, pessoas temporariamente com mobilidade reduzida (vítimas de fraturas e entorses), dentre outras. Com certeza ao garantir o ir e vir das pessoas com deficiência criar-se-á uma situação de conforto e segurança para toda a população".


Um bom exemplo disso são as rampas de acesso que facilitam a locomoção e o deslocamento. Um restaurante, se contar com essas estruturas, ganham em credibilidade e conquistam mais clientes.


Os espaços físicos da sua empresa estão prontos para atender as necessidades desse público? Como você pensa e projeta as estruturas físicas? Quais são os critérios mais relevantes para proporcionar uma experiência de acolhimento?


Acessibilidade digital e acessibilidade na comunicação


O já citado documento “A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com deficiência comentada” traz definições sobre acessibilidade digital nas seguintes trechos e exemplos:


“Muitas pessoas não sabem o que é, nem que importância tem, a acessibilidade associada aos meios de informação e comunicação, incluindo várias pessoas com deficiência que não se utilizam de tecnologia específica para tornar o acesso a elas, pleno e possível. Hoje em dia, existe tecnologia para se comunicar por telefone com uma pessoa surda, apesar desse meio de comunicação ser prioritariamente auditivo; a pessoa cega ou com limitação física severa pode se comunicar via internet, escrever, ler e navegar por suas páginas. Já é possível assistir televisão, filmes e noticiários, sem que alguém tenha que ajudar a descrever as cenas mudas para um assistente cego ou narrar, por meio de sinais, os diálogos televisivos para uma pessoa surda.”


“Para entendermos o modo de uso da Internet por algumas pessoas, devemos lembrar que existem muitos usuários que atuam em contexto muito diferente do comum. É o caso dos que não têm a capacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, dos que tenham grandes dificuldades, quando não mesmo a impossibilidade, de interpretar determinados tipos de informação, dos que não são capazes de utilizar teclado ou mouse e/ou que necessitam tecnologias assistivas específicas associadas e necessárias à navegação, como navegadores por voz ou que apenas apresentem texto.”


“As empresas, legisladores, governos e sociedade precisam entender que nós, pessoas com deficiência, somos consumidores de serviços, produtos, pagadores de impostos e estamos aí querendo igualdade no tratamento e respeito às nossas diferenças.”


Assim, a internet precisa de adaptações específicas para que as pessoas com deficiência consigam interagir com as informações e conteúdo, tal qual acontece com pessoas com deficiência auditiva que utilizam tecnologia específica para se comunicar via telefone.


O acesso à informação não pode ser barrado pelas diferenças. Com as adaptações certeiras, as tecnologias e meios de comunicação podem incorporar a acessibilidade comunicacional.


Afinal, um dos efeitos positivos da inclusão digital é a plena participação da diversidade na troca de ideias. Perceber as dificuldades dos usuários em acessar informações online e o direito à expressão exige uma abordagem diferente do que a acessibilidade física.


Validar seu site e seus meios de comunicação recebendo feedbacks de pessoas com deficiência é uma boa prática. Questionar quais são as necessidades e adaptações que podem facilitar a vida do usuário com deficiência é outro bom insight.


A pergunta bem colocada e a humildade para aprender sempre são ingredientes fundamentais para a inclusão.


Acessibilidade nas práticas de contratação da sua empresa


Para criar a cultura da acessibilidade e inclusão na sua empresa, é muito importante que as práticas comecem na contratação. Afinal, seus colaboradores serão o maior exemplo de inclusão e acessibilidade na sua empresa. Por isso, é importante traçar estratégias nos seguintes quesitos:

  • A área de RH precisa mudar a percepção e entender o potencial do diverso;

  • Estratégias de atração de pessoas com deficiência precisam ter consistência, bom planejamento e direção;

  • Toda a liderança e a governança precisam se envolver nessas estratégias;

  • Escuta ativa e atitude proativa são fundamentais para avançar na agenda da representatividade;

  • Indicadores que evidenciam avanços, pontos fortes e fracos dos planos de ação são imprescindíveis;

  • Apresentar objetivos bastante claros para promover a inclusão;

  • Uma boa comunicação para atrair candidatos com deficiência agrega bastante na reputação da empresa;

Realizar mais do que a lei de cotas exige pode ser o diferencial quando o assunto é ativar o máximo potencial das equipes diversas.


Cumprimentos de leis e regulamentos


A Lei Nº 8.213, de 24 de julho de 1991 aponta caminhos para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado. Conforme é citado:


Art. 93. A empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) de seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:


I - até 200 empregados ........................ 2%

II - de 201 a 500 ................................... 3%

III - de 501 a 1.000 ............................... 4%

IV - de 1.001 em diante ....................... 5%.


Então, o número de contratações de pessoas com deficiência varia em função da quantidade de colaboradores. É até mesmo uma questão jurídica.


Por todos os motivos apontados no decorrer deste texto, a cultura da acessibilidade e inclusão é algo que precisa ser incorporado na sua empresa.


Assim, o Perto Digital oferece soluções para agregar acessibilidade digital no seu site. Seja qual for seu nicho ou modelo de negócios, a nossa solução adapta seu espaço web às deficiências e contextos do usuário, promovendo uma incrível experiência interativa.


Converse com a nossa equipe para incorporar as adaptações necessárias e transformar seu site em sinônimo de acesso ao universo online.

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